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ALGUMAS HISTÓRIAS FANTÁSTICAS QUE NÃO FORAM PARA O CINEMA OU TV

Livros/Matérias

autorGilberto Schoereder
publicado porGilberto Schoereder
data28/03/2025
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Alguns livros bons ou interessantes da literatura fantástica – do terror ou fantasia – que não foram adaptadas para o cinema ou para a televisão.

Como na matéria anterior com histórias de ficção científica que nunca chegaram ao cinema ou TV, aqui apresento algumas histórias de fantasia e terror que tiveram o mesmo destino.
Como sempre, cada um deve ter sua própria lista de preferidos. Coloquei links para mais informações sobre as obras.
 

O TALISMÃ (The Talisman, 1984)
Stephen King e Peter Straub.
Esse é um daqueles que está sempre em pauta para ser transformado em filme ou série, mas ainda nada.
 

SOMBRAS DE REIS BARBUDOS (1972)
José J. Veiga.
O autor é tido entre os principais escritores brasileiros do século 20, às vezes relacionado ao “realismo fantástico”, ainda que ele tenha negado essa conexão. Seja como for, os temas fantásticos estão quase sempre presentes em suas histórias, às vezes como metáforas para as situações políticas e sociais do país. No caso desse livro, a história geralmente é vista como uma alegoria à ditadura militar que governava o Brasil na época, apresentando a história de uma empresa, a Companhia Melhoramentos de Taitara, que se instala em uma cidade do interior, e modifica completamente a vida local, aparentemente para melhor, mas com o passar do tempo, nitidamente para pior, transformando-se em uma empresa que massacra a vida das pessoas.
É de se estranhar que nenhuma produtora brasileira ainda tenha pensado nessa história para transformar em um filme.
 

AS CRÔNICAS DE ÂMBAR (The Chronicles of Amber, 1970-1996)
Roger Zelazny.
A série do escritor é composta por 10 livros e mais sete contos de fantasia ambientados em dois mundos, Âmbar e Caos, além dos mundos das Sombras. Iniciando com o livro Nove Príncipes em Âmbar, a ação centra-se no personagem Corwin que, no início da história, está com amnésia após um acidente ocorrido na Terra. À medida que os eventos vão se sucedendo, ele vai tentando descobrir quem é e o que está acontecendo. Ele é um dos nove príncipes de Âmbar, um local ou realidade da qual derivam todas as demais, inclusive nosso planeta. E os irmãos príncipes estão em luta pelo trono do pai, Oberon, que desapareceu.
Os livros estão divididos em duas séries, cada uma com cinco volumes; a primeira centrada em Corwin; a segunda em Merlin, filho de Corwin.
Daria um seriado de longa duração.
 

NOITES NO CIRCO (Nights at the Circus, 1984)
Angela Carter.
Para alguns críticos, esse é o melhor livro da excepcional escritora Angela Carter, que já teve adaptada para o cinema sua história A Companhia dos Lobos (no Brasil, no livro O Quarto do Barba-Azul), no excelente foilme de Neil Jordan.
Aqui, ela apresenta um jornalista que entrevista uma atração de um circo, a mulher conhecida como Fevvers, que tem asas e não possui umbigo. O jornalista fica totalmente absorvido pelas histórias que ela conta e tão atraído pela possibilidade de um romance com ela que acaba entrando para o circo e trabalhando como palhaço.
 

OS MUNDOS DE CRESTOMANCI (1977-2006)
Diana Wynne Jones.
Uma das séries de fantasia modernas mais famosas, superada certamente pela popularidade de Harry Potter. É composta por sete livros, cinco deles publicados no Brasil. Crestomanci é o nome, na verdade o nome do cargo, do mago responsável pelos bons atos dos magos dos diversos mundos paralelos, cuidando para que suas ações não resultem em problemas no desenvolvimento histórico de cada mundo.
Assim como ocorreria com Harry Potter, o primeiro volume da série, Vida Encantada, mostra as crianças que estudam magia no castelo Crestomanci.
Mais sobre a autora e sua obra em entrevista aqui.
 

CONTOS DE JORGE LUIS BORGES
Ainda que alguns contos do excepcional escritor argentino tenham chegado às telas em curtas, no caso extremo com um minuto de duração, existe uma enormidade de histórias fantásticas que poderiam ser adaptadas para o cinema ou para a televisão, ainda que, hoje em dia, o formato de séries com histórias independentes não seja muito popular.
As histórias podem ser encontradas nos livros História Universal da Infâmia, Ficções e O Aleph.
 

O ENIGMA DE MALACIA (The Malacia Tapestry, 1976)
Brian W. Aldiss.
A cidade do título, Malacia, tem milhares ou milhões de anos, e nela nada muda. Ali vivem seres com asas, são realizadas caçadas a animais que mais parecem ter saído do período Jurássico, e qualquer tentativa de alterar a sociedade ou introduzir aparelhos modernos é punida com a morte.
A narração é feita por Perian de Chirolo, um ator que vive de forma superficial, como todos na cidade, até que entra em contato com uma resistência ao sistema.
Segundo David Pringle, em Modern Fantasy: The 100 best Novels, não há na obra qualquer tentativa de situar Malacia em qualquer universo alternativo lógico. “O livro”, ele diz, “é uma fantasia deliberada de anacronismo, um pot-pourri não histórico. É parcialmente um trabalho de fantasia heroica – afinal, o protagonista mata um ‘dragão’, e com a ajuda de ‘magia’ – mas também é um romance social, um conto de amor e esnobismo, de hipergamia e tensão social. As ricas passagens descritivas devem algo tanto a Dickens quanto a Mervyn Peake. Brian Aldiss (nascido em 1925), autor de muitas histórias de ficção científica e romances cômicos/realistas, nunca escreveu qualquer outra coisa como isso”.
E o livro é realmente espetacular, e daria um baita filme.
 

COISAS FRÁGEIS (Fragile Things, 2006)
Neil Gaiman.
Nove contos de Gaiman, um deles já levado ao cinema (Como Conversar com Garotas em Festas).
 

O CENTAURO NO JARDIM (1980)
Moacyr Scliar.
 

O ARRANCA CORAÇÕES (L’Arrache Coeur, 1953)
Boris Vian.
O autor, famoso por seus textos surrealistas, já teve seu livro mais conhecido, A Espuma dos Dias, adaptado para o cinema em 2013, assim como Vou Cuspir no Seu Túmulo, levado às telas em 1959, também com uma adaptação moderna em 2024, na série Cuspirei em Seus Túmulos.
Mas aparentemente O Arranca Corações ainda é um desafio para os diretores e roteiristas.
 

ABARAT (Abarat, 2002)
Clive Barker.
O primeiro de uma série que deveria ser de cinco livros, mas apenas três foram publicados até agora. O segundo foi Days of Magic, Nights of War (2004), seguido por Absolute Midnight (2011).
Uma fantasia espetacular, escrita e desenhada por Clive Barker, com ação situada nas Ilhas de Abarat, no Mar de Izabella, cada ilha com o nome de uma hora do dia, com exceção daquela que é baseada na vigésima quinta hora.
 

A TRAMA DA MALDADE (Weaveworld, 1987)
Clive Barker.
 

GALILEE (Galilee, 1998)
Clive Barker.
 

CERIMÔNIAS SATÂNICAS (The Ceremonies, 1984)
T.E.D. Klein.