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SÓ PODEM ESTAR BRINCANDO

FILMES/VE ALIENÍGENAS NA TERRA

autorGilberto Schoereder
publicado porGilberto Schoereder
data15/6/2018
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O cinema de ficção científica produziu algumas das invasões alienígenas mais ridículas da história.

(Warner Bros./ Morgan Creek Entertainment Group).
A Reconquista.

O que pensar de um alienígena que é deixado em estado de hibernação na Terra, sabe-se lá quando, para passar uma mensagem importante para nós no futuro, mas quando é revivido não consegue se lembrar da mensagem? E o que pensar de produtores que escolhem esse tema para fazer um piloto de seriado que, sorte nossa, não aconteceu?

(Mark Carliner Productions).

O piloto existiu e foi lançado no Brasil com o título O Poder de Phoenix (The Phoenix, 1981), que certamente não era o poder da memória. Não dá nem para falar que ele seria um invasor, porque ele não se lembra.
Esse é um caso típico de comédia por engano. Era para ser sério, mas… só podem estar brincando. Às vezes, as invasões propositadamente cômicas se confundem com aquelas que se tornaram cômicas devido à pobreza ou incompetência da produção.

Os aliens ridículos de Mundos Que se Chocam (Planet Filmplays).

Por exemplo, no ridículo Mundos que se Chocam (Killers From Space, 1954), os invasores vêm do planeta chamado, acreditem, Astron Delta; mais parece marca de cigarro ou de carro vagabundo dos anos 1960. Eles tentam fazer isso capturando um cientista morto num acidente de avião, ressuscitando-o e submetendo-o a uma lavagem cerebral. O cientista não apenas se livra do condicionamento imposto pelos aliens zoiúdos como ainda consegue explodir a caverna onde eles se amoitavam.
Nos anos seguintes, e avançando pelos anos 1960, muitos extraterrestres tentaram nos dominar, com pouquíssimo orçamento, e não tiveram êxito. Na verdade, considerando que hoje em dia temos um superfaturamento nas invasões extraterrestres e com os mesmos resultados negativos, os aliens mais pobrinhos pelo menos não gastavam tanto para serem derrotados.

 

                                                                                                                   O Conquistador do Mundo (Sunset Productions).

Um dos que menos gastou foi O Conquistador do Mundo (It Conquered the World, 1956), dirigido por Roger Corman, que ainda faria filmes baratos bem mais interessantes. O invasor aqui vem de Vênus, planeta impraticável, e pretende dominar os humanos transformando-os em zumbis, contando com a ajuda de seres voadores. O problema é que o invasor parece um vegetal gigante e os tais seres voadores não assustam ninguém. Claro que são derrotados, mas pelo menos não ficaram endividados.

As mulheres venusianas de Rebelião dos Planetas (Allied Artists Pictures).

Vênus estava na moda e, em 1958, outra tentativa de invasão ocorre em Rebelião dos Planetas (Queen of Outer Space), que traz no elenco nada menos do que a famosíssima Zsa Zsa Gabor. Uma expedição terrestre dirige-se a uma estação orbital quando esta é destruída por um raio mortal; a nave dos terrestres é transportada para Vênus e os astronautas descobrem que toda a população masculina do planeta foi exterminada pela rainha (Laurie Mitchell), que pretende acabar com a Terra, esse planeta maldito, com um raio desintegrador. Gabor se apaixona pelo líder da expedição e se volta contra a rainha, a destruição é evitada, etc., etc.
A grana era tão curta que usaram as roupas e pedaços de floresta – pois Vênus tem uma floresta tropical, é claro – do filme Planeta Proibido (Forbidden Planet, 1956), efeitos especiais de Vinte Milhões de Léguas a Marte (World Without End, 1956) e a espaçonave de Voando Para Marte (Flight to Mars, 1951).

 

COISAS HORRENDAS FROM OUTER SPACE
Além dos filmes horrorosos de invasões que têm sido feitos nos últimos anos, alguns fizeram por merecer seu lugar de destaque.
Um deles é Tropas Estelares (Starship Troopers, 1997), filme que por motivos que fogem à minha compreensão não apenas tem seus defensores como ainda teve duas sequências. Talvez por ter sido dirigido por Paul Verhoeven, muito bem visto pela crítica em geral, ou talvez pelas explicações de Verhoeven e de parte da crítica sobre o filme, apresentando-o como uma produção contra a guerra e a violência, ainda que o que se veja seja exatamente o oposto.

(TriStar Pictures/ Touchstone Pictures).

O filme foi baseado num dos piores livros de Robert A. Heinlein (Soldado no Espaço) – que, diga-se de passagem, tem excelentes obras de ficção científica – e mostra a guerra dos humanos contra os insetos gigantes de Klendhatu. Quase toda a ação se passa longe da Terra, mas os aliens insetos conseguem destruir Buenos Aires jogando um meteoro na cidade.
Enquanto o livro mais parece um manual de vida no exército do futuro, o filme é um apanhado inacreditável de clichês e corpos estraçalhados, inclusive com a lindíssima Denise Richards sendo literalmente atravessada no peito pelas garras da insetona-mãe e, não apenas sobrevivendo, mas saindo lépida e faceira em companhia de seus amigos combatentes. Ridículo. Já se disse que o filme pretendia ser uma crítica à violência sem sentido dos humanos, aos excessos dos filmes de Hollywood e sabe-se lá o que mais, mas nada se sustenta.
 

A Reconquista (Battlefield Earth, 2000), dirigido por Roger Christian, teve mais adeptos na esculhambação. O filme foi um projeto pessoal do ator John Travolta, uma vez que é baseado no livro Campo de Batalha: Terra (Battlefield Earth: A Saga of the Year 3000. Editora Record), de L. Ron Hubbard, mais conhecido como o fundador da Cientologia, uma religião à qual Travolta está ligado, assim como muitos atores norte-americanos.
O livro, ainda que não esteja entre as maravilhas da ficção científica, não é tão ruim quanto o filme, em que nada funciona, a começar pelas atuações horrorosas e forçadas, o que é de se estranhar, pois estamos falando de grandes atores como Travolta e Forest Whitaker, por exemplo. Foi dirigido por Roger Christian, também responsável pelo excelente Alucinações do Mal (The Sender, 1982), seu primeiro longa-metragem após trabalhar com George Lucas em Guerra nas Estrelas, mas o resultado aqui é patético.

                                                                                 (Warner Bros./ Morgan Creek Entertainment Group).

O próprio Travolta é o líder dos extraterrestres extremamente arrogantes – e que, por alguma razão que ninguém jamais conseguiu entender, passam boa parte do filme rindo feito hienas – que destroem a Terra, matando quase toda a população. Os sobreviventes regrediram para um estado de selvageria e são utilizados pelos aliens como escravos para mineração. Mas um jovem humano consegue aprender o idioma dos extraterrestres sorridentes e a usar sua própria tecnologia contra eles.
Não são poucos os fãs de cinema e os críticos que elegeram A Reconquista entre os 10 piores filmes de todos os tempos. A batalha é dura.

 

Em 2010 foi a vez de Skyline – A Invasão (Skyline), dirigido por Colin Strause e Greg Strause (que assinam The Brothers Strause). Tudo bem que os irmãos Strause ganharam fama como especialistas em efeitos visuais, trabalhando em filmes como O Homem de Ferro 2, O Livro de Eli, Avatar, 2012, X-Men Origens e tantos outros desde os anos 1990, com sua empresa Hydraulx. E eles são bons mesmo nesse aspecto. Mas fazer um bom filme é mais complicado, ainda que muitas pessoas achem que tudo o que os filmes de ficção científica, terror e fantasia precisam são bons efeitos visuais. Skyline é mais um exemplo de que não é assim; os efeitos são bons, e o filme é muito, muito ruim.

(Rogue Pictures/ Hydraulx Entertainment/ Transmission Pictures/ Relativity Media).

Talvez seja possível destacar, como parte da crítica fez, que se trata de uma mistura de Independence Day com Guerra dos Mundos e Cloverfield, e realmente é assim; mas antes disso outros filmes do gênero já trabalharam com temas conhecidos, às vezes até mesmo batidos, e conseguiram mais ou menos sucesso. Reciclar ideias não é pecado. O filme é ruim porque não apresenta qualquer originalidade, porque os diálogos são insípidos, as atuações lamentáveis, as situações de um exagero que ultrapassa em muito o ridículo, tirando qualquer possibilidade de levar o espectador para dentro da história por um minuto que seja. E é ruim porque não tem um final ou simplesmente porque não sabiam mais o que fazer com a história ou, no caso, falta de história. Ou então a verba acabou, apagaram a luz e ficou por isso mesmo. Infelizmente, eles poderiam estar pensando numa sequência, e os deuses do cinema não nos livraram desse fardo.
Também não parece correto dizer que a escolha do elenco foi equivocada, centrando-se em atores e atrizes com carreira destacada em séries de TV. Eric Balfour, em que pese não ser um grande destaque no meio, foi bem em Haven; David Zayas estava excelente como o sargento Batista de Dexter; Donald Faison segurou a onda como comediante em Scrubs. Pode ser que os demais tenham participações discretas em outros seriados, mas o problema é que em Skyline ficam presos a diálogos tolos, rasteiros, às vezes desnecessários; e muito mal dirigidos.
A história é simples. Balfour e sua namorada Scottie Thompson chegam a Los Angeles para a festa de aniversário do amigo dele, interpretado por Faison. Lá pelas tantas da madrugada, estranhas luzes azuis começam a cair do céu em vários pontos da cidade, e antes que se possa dizer “vade retro filme ruim”, as pessoas começam a ser levadas pela luz, na verdade capturadas por imensas naves alienígenas que chegaram ao planeta. A partir daí é uma correria para sobreviver, com seres estranhos à la Coverfield saindo das naves para completar o serviço de recolhimento de humanos e mostrar como os irmãos Strause sabem fazer bem o seu trabalho. E é só; uma sucessão de clichês que se estende dolorosamente até a última cena. O fato do filme não ter um encerramento de verdade se mostra um alívio. Mas, como disse antes, os deuses do cinema não nos livraram da sequência, Skyline: Além do Horizonte (Beyond Skyline, 2017), dessa vez com direção de Liam O’Donnell, roteirista do primeiro filme e também especialista em efeitos visuais da empresa dos irmãos Strause, que ficaram na produção. Traz mais batalhas de sobreviventes enquanto a invasão ao planeta continua e, é claro, os humanos dão um cacete nos extraterrestres.
 

Em 2011, nova invasão ridícula com Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles (Battle Los Angeles), dirigido por Jonathan Liebesman.
O filme é Independence Day de volta, e tão ruim e patriótico quanto. Nos anos 1960/70, e até mesmo em épocas mais recentes, fazia-se filmes lixos, horrendos e revoltantes, com um mínimo de gastos. De uns tempos para cá, as produtoras passaram a fazer filmes revoltantes e muito ruins, mas gastando os tubos, o que é o caso dessa bomba chamada Invasão do Mundo. Claro que ninguém é bobo na indústria cinematográfica norte-americana, e os caras sabem que se gastarem uma montanha de dinheiro com efeitos especiais e muita ação muita gente irá assistir às porcarias que continuarem produzindo.

(Columbia Pictures/ Relativity Media/ Original Film).

No filme, um belo dia, o mundo acorda sabendo que muitos meteoros estão em curso de colisão com o planeta para, em seguida, perceberem que não se trata de meteoros, mas de naves alienígenas que começam a cair no mar, próximas a grandes cidades do planeta, imediatamente começando a erradicar a vida humana no local. As forças armadas são chamadas para combater, mas começam apanhando feio.
A ação, claro, centra-se em Los Angeles e nos esforços dos marines para reverter a situação. Um grupo deles, liderado pelo sargento Nantz (Aaron Eckhart), tem de resgatar civis que ficaram presos numa delegacia numa área já dominada pelos aliens. Lá, encontram uma mulher, três crianças e o pai de uma delas, e precisam sair da região rapidamente porque as forças armadas irão bombardear a cidade. As coisas não dão certo, o bombardeio não vem, mas os poderosos guerreiros norte-americanos descobrem que os aliens têm um centro de comando responsável pelas ordens emitidas a todos os seus aparelhos voadores. Claro, porque os aliens de filmes péssimos pensam exatamente como os produtores de filmes podres de ficção científica, concentrando seus comandos num único e quase desprotegido local, facilitando o trabalho dos guerreiros, que destroem o centro de comando, permitindo que a força aérea inicie a retomada de Los Angeles.
O medo maior é que, como o título do filme diz, trata-se apenas da batalha por Los Angeles, o que é uma indicação de que podem pensar em fazer mais alguns filmes, um para cada grande cidade dos EUA, por exemplo.
Pior do que isso é que esses filmes pavorosos e sem imaginação passam a ideia de que toda a produção de ficção científica segue nesse mesmo rumo, sem qualquer criatividade, o que absolutamente não é verdade. Mesmo no cinema – em que as produções geralmente são inferiores ao que se escreve de melhor no gênero –, existem dezenas de produções contemporâneas a esse filme descerebrado que valem a pena ser vistas.

Não é o caso de outra bomba, Battleship: A Batalha dos Mares (Battleship, 2012), dirigido por Peter Berg, que também teve uma produção absurda na casa dos 200 milhões de dólares.
Na história, a NASA envia um sinal de rádio em direção a um planeta extrassolar recentemente descoberto. Seres extraterrestres respondem ao sinal enviando naves à Terra. Enquanto uma delas colide com um satélite em órbita e cai em Hong Kong, outras descem no mar, próximo ao Havaí, e criam campos de força que impedem que os navios terrestres se aproximem e que os que estão próximos saiam do local.

                     (Universal Pictures/ Hasbro/ Bluegrass Films/ Film 44).

E é óbvio que os aliens querem nos destruir, mas os valorosos homens do mar dos EUA têm como resolver a situação, mesmo utilizando um antigo navio da Segunda Guerra Mundial, atualmente aposentado, tendo como tripulação os valorosos e senis combatentes do passado. Eles precisam destruir os aliens antes que eles tomem conta do transmissor localizado no Havaí e enviem a mensagem para seus compatriotas invasores do espaço para virem dominar o planeta. Não é explicado porque eles já não vieram em peso e arrasaram tudo.
O herói acaba sendo o menos improvável dos personagens, é claro, um tenente indisciplinado e prestes a ser mandado embora da Marinha, mas que diante do perigo atinge seu potencial máximo e salva o dia, incluindo uma manobra com a âncora do navio que faz doer os dentes de quem está assistindo a essa babaquice inacreditável.
Pior, diz-se que o filme foi inspirado pelo jogo – sim, acreditem, o clássico batalha naval. É incrível como os produtores de filmes nos EUA gastam milhões de dólares em produções que são, na melhor das hipóteses, um lixo, enquanto tantas histórias excelentes de ficção científica – e até mesmo de invasões – não são contadas nas telas.

 

OS PIORES DO MUNDO

Vampira (Maila Nurmi) e Tor Johnson, duas figuras centrais em Plano 9 do Espaço Sideral (Reynolds Pictures).

Durante muito tempo, Plano 9 do Espaço Sideral (Plan Nine From Outer Space, 1959), dirigido por Edward D. Wood Jr., foi considerado o pior filme do mundo de todos os tempos, de forma quase unânime. Mas hoje em dia discute-se a questão. Um candidato fortíssimo, ainda que menos conhecido no Brasil, é Robot Monster, de 1953.
Plano 9 tem o crédito de ter se tornado um cult, em parte devido à presença de Bela Lugosi, em sua última aparição antes de falecer – várias cenas foram completadas por outro ator, com a capa cobrindo o rosto –, em parte devido à crítica que exacerbou os aspectos negativos do filme. Na verdade, é um lixão horrendo sobre seres do espaço que chegam à Terra em discos voadores hilariantes para nos conquistar. Resolvem fazer isso reanimando os mortos, entre eles Vampira, a falecida esposa de Bela.
É virtualmente impossível descobrir qual é o roteiro, a história, o propósito ou ideias que o filme possui, porque a falta de estrutura é absoluta. Teve um custo estimado em 60 mil dólares, no que perde para seu concorrente, que custou menos de 20 mil.

                                                                                                                                                                                                                                                                                    (Three Dimension Pictures).

E se, por um lado, Robot Monster apresenta um mínimo de estrutura, por outro lado é tão ridículo que se torna um fortíssimo candidato. Um robô macaco imenso, conhecido como Ro-Man, vem da Lua para nos derrotar, usando um capacete que mais parece um escafandro, ou algo que as crianças usavam para brincar na época, com duas antenonas em cima. O ser utiliza um raio para matar humanos, mas um grupo fica imune devido a um “soro de imunidade”, de modo que o macacão tem de matar os sobreviventes na porrada, um por um.
A única desculpa para não ser o pior de todos os tempos é que, ao final, ficamos sabendo que tudo não passava de um sonho de criança. Ainda assim…
E a lista de candidatos ao título porque a lista é imensa, e só cresce a cada ano.


 

INVASORES DA ITÁLIA
Fala-se muito dos filmes japoneses das décadas de 1950 e 1960, quando os invasores vieram de praticamente todos os locais possíveis, mas os italianos também fizeram das suas. Em particular, o diretor Antonio Margheriti, que frequentemente assinava como Anthony Dawson para dar aquele ar americanizado às produções.
Margheriti chegou a dirigir alguns bons filmes de terror, e até mesmo alguns clássicos (ou quase) do gênero como A Dança Macabra (La Danza Macabra, 1964) e A Máscara do Demônio (I Lunghi Capelli Della Morte, 1964). Chegou a ser visto como um diretor inspirado e seguidor de Mario Bava. Mas fez algumas coisas horrendas também e, na ficção científica, não ficou atrás.

O Planeta dos Desaparecidos (Ultra Film).

Alguns dos filmes de invasões alienígenas que dirigiu são exemplos clássicos de algo que era para ser sério, mas é tão ruim que só mesmo rindo. Nos anos 1960 e início dos 70, muitos filmes dele passavam na televisão, e eram tão parecidos que ficava difícil dizer qual era qual.
Começou com O Planeta dos Desaparecidos (Il Pianeta Degli Uomini Spenti, 1960), que parte da critica adora. Também é conhecido pelos títulos: Battle of the Worlds; Planet of the Lifeless Men; Guerre Planetari.
Um meteoro se aproxima da Terra e apenas um cientista acha que ele não vai colidir. De fato, o meteoro para antes, mas envia discos voadores para nos atacar, já que o meteoro foi enviado por um planeta alienígena e era controlado por computadores.

                         Giacomo Rossi Stuart, em Os Homens do Planeta Attia (Mercury Film International/ Southern Cross Films).

Em 1965, um ano cheio para o diretor, apresentou duas pérolas: Os Homens do Planeta Attia (I Diavoli Dello Spazio. Também conhecido pelos títulos: La Morte Viene dal Pianeta Aytin; The Snow Devils; Space Devils); e O Choque dos Planetas (I Diafanoidi Vengono da Marte. Também com os títulos: I Diafanoidi Portano la Morte; Alien – O Monstro Assassino; Contamination).
O primeiro é uma mistura inacreditável: uma expedição ao Himalaia encontra o Abominável Homem das Neves que, na verdade, é um alienígena do planeta Attia (na verdade, Aytia, transformado no título nacional), um planeta errante que pretende, é claro, perturbar nossa vida.

(Mercury Film International/ Southern Cross Feature Film Company).

No segundo, os tais diafanoides do título original são seres de Marte, um tanto incorpóreos, mas ainda assim querendo nos conquistar possuindo nossos corpos.
Às vezes, os cenários futuristas lembram aqueles brinquedos vagabundos de plástico que eram vendidos nos anos 1960. Invasores muito ruins mesmo.
Além dos filmes de Margheriti, destaca-se também a pérola chamada El Hombre Que Vino de Ummo (1969), também conhecido pelos títulos: Dracula Versus Frankenstein; Assignment Terror; Frankenstein; Dracula Jagt Frankenstein; The Man Who Came From Ummo; Los Monstruos Del Terror.
Esse foi dirigido por Tulio Demichelli, com direção não creditada de Hugo Fregonese. É um a produção conjunta da Itália, Espanha e Alemanha Ocidental, com Michael Rennie (o alien de O Dia em que a Terra Parou) mais uma vez como um alienígena, agora vindo do planeta Ummo diretamente para a Transilvânia onde, como parte do plano de conquista da Terra, revive uma série de monstros como o Drácula, o monstro de Frankenstein, a Múmia e o Lobisomem. Não precisava.

                           A Invasão dos Androides (Woolner Brothers/ Hugo Grimaldi Film Productions).

Uma produção conjunta Itália e EUA foi A Invasão dos Androides (The Human Duplicators, 1965), com direção de Hugo Grimaldi, também conhecido pelo título Spaziale K 1. É um filme chatíssimo com o gigantesco Richard Kiel interpretando um alienígena enviado à Terra como parte de um plano de destruição. Ele toma conta de um laboratório onde desenvolve androides iguais a seres humanos, que serão derrotados com raios laser. Uma pobreza de roteiro, textos, visual, imaginação e tudo mais, num filme triste e difícil de se assistir.
Já nos anos 1980, destaca-se entre os piores Alien – Missão Extermínio (Alien Contamination, 1981. Também com os títulos: Alien – O Monstro Assassino; Contamination), dirigido por Luigi Cozzi (com o pseudônimo Lewis Coates). Um ciclope de Marte de alguma forma engana um ex-astronauta que o ajuda a espalhar seus ovos sobre a Terra, embalando-os como cargas de café. O plano acaba sendo descoberto e uma equipe é encarregada de acabar com a contaminação. Horrendo.

MAIS ALGUNS FILMES RUINS COM INVASÕES ALIENÍGENAS

 


INDEPENDENCE DAY (Independence Day, 1996)
Direção de Roland Emmerich.

(Twentieth Century Fox/ Centropolis Entertainment).

É, eu sei! Tem muita gente que adora e acha um filme sensacional, principalmente pelos efeitos especiais e, adivinhem, porque tem muita ação, um dos ingredientes fundamentais para o cinema do gênero ter sucesso de bilheteria hoje em dia. Mas é péssima ficção científica, com uma quantidade inacreditável de clichês, diálogos banais e situações absurdas, com o objetivo mais do que óbvio de apresentar os americanos como os salvadores do planeta. Os inimigos são derrotados no dia 4 de julho que, como diz o presidente dos EUA de forma arrogante, deverá passar a ser a data da independência de todo o planeta.
E ainda fizeram uma sequência, Independence Day: O Ressurgimento (Independence Day: Resurgence, 2016), mais uma vez com direção de Emmerich, com história situada 20 anos após a primeira invasão, com mais alienígenas querendo nos destruir. Horrendo.

 

A INVASÃO (The Arrival, 1996)
Direção de David Twohy.

(Live Entertainment/ Steelwork Films/ Mediaworks).

Mesmo quando a parte técnica é bem resolvida, como é o caso deste filme, sempre fica aquele clima de paranoia, nesse caso completado por algumas ideias um tanto estranhas.
Charlie Sheen interpreta um astrônomo que procura sinais inteligentes vindos do espaço e acaba descobrindo um plano gigantesco de alienígenas para transformar o clima do planeta, fomentando o aquecimento do clima a partir de usinas de energia falsas construídas em países do terceiro mundo, como México e Brasil. Os aliens têm a capacidade de assumir a aparência humana e se infiltram até na NASA.
A ideia estranha é a de que não são os humanos que estão poluindo insuportavelmente o planeta, mas os alienígenas, e que apenas nos países de terceiro mundo seria possível instalar suas bases. Os efeitos são muito bons, a ação é bem controlada, mas os conceitos são um lixo retrógrado só encontrado nos piores momentos da FC dos anos 1950.
E ainda fizeram uma sequência, A Invasão 2 (The Second Arrival, 1998), com direção de Kevin Tenney, que consegue ser pior do que o original.

 

ARACHNID (Arachnid, 2001)
Direção de Jack Sholder.

(Castelao Producciones/ Filmax/ TVC/ Vía Digital).

O diretor Jack Sholder até que começou bem com O Escondido, mas depois a coisa ficou estranha. Esse é um daqueles filmecos nojentões de tão ruim, envolvendo uma nave alienígena e aranhas mutantes que atacam uma ilha.


 

 

INVASÃO ALIENÍGENA (The Recall, 2017)
Direção de Mauro Borrelli.

(Minds Eye Entertainment/ Bridgegate Pictures).

A história mistura uma invasão alienígena com o conceito de que os aliens já estiveram na Terra muito tempo atrás e guiaram a evolução da vida no planeta. Segue as aventuras de cinco amigos que estão de férias numa casa num lago e que se envolvem com os eventos quando os aliens começam a abduzir pessoas no planeta.


 

AVISO MORTAL (Silent Warnings, 2003)
Direção de Christian McIntire.

(Circle Productions LLC/ Dark Harvest Producstions LLC/ Unified Film Organization).

Filme fraquinho sobre estudantes que encontram sinais na plantação próxima à casa para a qual se mudaram, além de encontrarem a residencia totalmente coberta por placas de ferro. Não demora que a casa seja atacada por alienígenas que, eles descobrem, são repelidos pelo ferro.


 

 

LASERHAWK – AMEAÇA ALIENÍGENA (Laserhawk, 1997)
Direção de Jean Pellerin.

(Alliance Atlantis Communications/ Everest Pictures).

Uma história sem pé nem cabeça em filme péssimo, com Mark Hammil mais uma vez perdidão. Ele é um alienígena que reencarna após 250 milhões de anos para combater outros aliens que estão iniciando a invasão do planeta. Horrendo.


 

 

INVASÃO SINISTRA (La Invasion Siniestra, 1968)
Direção de Juan Ibanez e Jack Hill (cenas da versão dos EUA).

                                                                                                                 (Azteca Films/ Columbia Pictures Corporation/ Filmica Vergara S.A./ Parasol Group).

Também com os títulos: Sinister Invasion; The Incredible Invasion.
Um dos quatro filmes que Boris Karloff realizou para uma produtora mexicana antes de morrer, já doente e sendo mostrado sempre sentado ou apoiado em alguma coisa. Aliens chegam ao planeta para destruir uma arma inventada por Karloff, o cientista. Tomam posse do corpo de um assassino e depois do próprio Karloff. Apenas como curiosidade com relação à produção mexicana do gênero.

 

 

O INVASOR (Zarkorr! The Invader, 1996)
Direção de Aaron Osborne e Michael Deak.

(Full Moon Entertainment/ Monster Island Entertainment/ Tanna Productions).

Seres alienígenas que vêm observando a Terra há muito, resolvem que ela deverá ser submetida a um teste, na verdade um confronto entre um terrestre e um ser alienígena. O terráqueo escolhido é um sujeito comum que deve lutar contra um ser gigantesco chamado Zarkorr.


 

 

DNA – CAÇADA AO PREDADOR (DNA, 1996)
Direção de William Mesa.

(Interlight).

Uma mistura de Predador com Alien e mais alguma coisa, sem a mesma categoria. O tema envolve a pesquisa de um produto capaz de acabar com todas as doenças, cujo elemento básico estaria em Bornéu. No mesmo local, um dos cientistas encontra o fóssil de um ser cultuado localmente como um deus, mas que na verdade é um alienígena que, por meio de clonagem, volta à vida anos depois. Péssimo.

 

 

 

STAR HUNTER: JOGOS DE EXTERMÍNIO (Star Hunter, 1996)
Direção de Cole McKay e Fred Olen Ray.

(Concorde-New Horizons).


Cópia descarada do enredo de Predador, apresentando não um, mas dois caçadores que vêm à Terra eliminar seres humanos como diversão. Um deles é uma máquina. Horrível.

 

 

 

 

NADA COMO NÓS (Not Like Us, 1995)
Direção de Dave Payne.

(Concorde-New Horizons).

Produção pobrezinha que tenta reviver os filmes dos anos 1950, inserindo algumas piadinhas sem graça e fazendo dos vilões sujeitos engraçadinhos e desajeitados. Eles são irmão e irmã que chegam a uma pequena cidade do interior e logo começam a pegar pessoas e levá-las para o porão, onde realizam estranhas experiências. Na verdade, estão atrás da pele das pessoas, uma vez que são alienígenas completamente diferentes, com corpos horrorosos, mas louquinhos para parecerem bonitos. Uma bobagem muito grande, com cenas e propostas já vistas centenas de vezes anteriormente, quase sempre com melhor qualidade.

 

MISTÉRIO NO FUNDO DO MAR (The Alien Within, 1995)
Direção de Scott Levy.

                                                                                                                                          (Concorde-New Horizons/ New Horizons Picture/ The Pacific Trust).

Também com o título Unknown Origin. Feito para TV na série de filmes apresentados como “Roger Corman Presents”. Esse é uma variação de Alien e O Enigma do Outro Mundo. A história se passa numa estação mineradora submarina. A equipe local recebe um chamado de uma instalação russa próxima, vão investigar e encontram quase todos mortos, com evidências de que teriam desencavado uma espaçonave alienígena antiquíssima. Levam os sobreviventes para sua estação, mas parece que um deles está hospedando um ser alienígena. Como se vê, nada de criativo ou novo.

 

INVASOR ESPACIAL (Invader, 1996)
Direção de Mark H. Baker.

(Alterian/ StarGate Entertainment).

Também com o título Lifeform. Uma das sondas enviadas à Marte retorna misteriosamente à Terra trazendo o casulo de um ser extraterrestre. Os militares isolam a área, mas o ser sai do casulo e todos têm de ficar em quarentena. Está pronto o ambiente para uma ação do tipo Alien. Cópia descarada de outras invasões num filme muito ruim.


 

 

SEMENTES DO MAL (Seed People, 1992)
Direção de Peter Manoogian.

                                                                                                                                                                                                        (Full Moon Entertainment).

Outra produção B de Charles Band, com história manjadíssima, quase uma refilmagem de Vampiros de Almas, o clássico de Don Siegel. A pequena cidade de Cometa Valley, nos EUA, é cenário de uma invasão alienígena na forma de sementes gigantescas que, além de dominarem a mente dos seres humanos, ainda conseguem, por seus esporos, transformá-los temporariamente em monstros, que seriam horrendos não fossem os péssimos efeitos especiais que os tornam ridículos bonecos de borracha. Um cientista tenta acabar com a invasão, mas as coisas não saem muito bem para ele. Fraquíssimo.


 

SEMENTE DO TERROR (Not of This World, 1991)
Direção de Jon Daniel Hess.

(Barry & Enright Productions/ Paramount Television).

Feito para TV. O enredo é muito parecido com os dos filmes dos anos 1950/60, mas com interpretações vazias, com exceção do veterano Pat Hingle. Numa pequena cidade do interior dos EUA, um meteoro cai numa fazenda trazendo em seu interior um ser alienígena, meio biológico meio mecânico, que se alimenta de energia elétrica e é capaz de crescer sem parar. Mata seres humanos e suga a rede de energia da cidade. Os efeitos especiais foram muito criticados, mas não são nem de longe o pior, numa história cheia de clichês e diálogos ineptos.


 

OPERAÇÃO EQUINOX (Final Equinox, 1995)
Direção de Serge Rodnunsky.

(Rojak Films/ Triad Studios).

Coisa horrorosa com policial do futuro obrigado a trabalhar para agência secreta do governo para recuperar o “artefato”, um objeto de origem alienígena que foi roubado. Muitas porradas, correrias e nada mais.

 

 

 

 

MUTRONICS, O FUTURO DA RAÇA HUMANA (Mutronics, 1991)
Direção de Screaming Mad George e Steve Wang.

(The Guyver Prod./ Shochiku Films).

Também com o título Guyver. Um clima de artes marciais e de seriado numa produção paupérrima, repleta de clichês e seres ridículos, alguns deles copiados descaradamente de Gremlins. Um sujeito possue o segredo de alienígenas que chegaram à Terra num passado muito distante e produziram mutações genéticas. Ele e seus associados podem modificar seu corpo e virar monstrengos, atrás de Guyver, uma invenção também alienígena que transforma quem a possue num super-herói com uma roupa poderosa etc e tal. Baseado no mangá criado por Yoshiki Takaya, que gerou outros filmes. Mark Hamill aparece, perdidão após Guerra nas Estrelas.


 

O ALIEN DO MAL (Bad Channels, 1992)
Direção de Ted Nicolaou.

                                                                                                                                                                                                     (Full Moon Entertainment).

Produção de Charles Band, especialista em filmes B. Um alienígena ruim tem como hobby colecionar coisas pelo universo, como seres humanos, por exemplo. O único destaque é a música da banda de rock Blue Öyster Cult.

 


 

POSSUÍDO (The Arrival, 1990)
Direção de David Schmoeller.

(Rapid Film Group/ Del Mar Entertainment).

Filme ruim com história comum. Um meteoro chega à Terra e começa a afetar um homem de 73 anos, possuindo-o com um ser alienígena. Ele ganha a possibilidade de rejuvenescer, mas para isso transforma-se num assassino, necessitando do sangue de suas vítimas.

 


 

 

METAMORPHOSIS – MUTAÇÃO ALIENÍGENA (Metamorphosis, The Alien Factor, 1990)
Direção de Glenn Takakjian.

(Trimark Pictures).

Também com o título Metamorfose: O Fator Alienígena. Uma corporação de pesquisas científicas recebe do governo uma amostra de tecido alienígena que se desenvolve, vira um ser e morde um dos cientistas. Contaminado, ele tem toda sua estrutura genética alterada, transformando-se num monstro gigantesco.

 



 

ALIEN, O EXTERMINADOR (Deceit, 1990)
Direção de Albert Pyun.

                                                                                                                                                                                            (21st Century Film Corporation).

Mais um filme de Pyun, que parece ter se especializado em fc com histórias mais ou menos comuns. Outra vez um alienígena vem à Terra com a missão de destruir o planeta. Assume a forma humana e se envolve nas confusões de sempre, mas fica taradão por uma loira que conhece por aqui.

 

 

 

O DEMÔNIO DO ESPAÇO (Demon Warp, 1988)
Direção de Emmett Alston.

(Design Projects Inc./ Vidmark Entertainment).

Um filmezinho safado que começa com a queda de uma nave alienígena na Terra. Cem anos depois ela ainda está no mesmo local, onde existe uma lenda sobre o Pé-Grande e histórias sobre chacinas realizadas por ele. Claro que o bicho é um dos aliens. Claro que existe um grupo de jovens numa cabana e que são perseguidos de várias formas. Claro que as moças mostram os seios. Claro que os aliens transformam as pessoas que atacam em zumbis. Claro que os zumbis são lentos e têm maquiagem vagabunda. Para completar, um dos aliens parece um sacerdote de missa negra, realizando rituais em que arranca o coração das jovens e os dá de comer ao alien chefão, tudo isso em meio a uma iluminação de cabaré e “atuações” simplesmente desastrosas. Metem o pobre do George Kennedy em cada uma. No Brasil, em vídeo.

 

HOBGOBLINS (Hobgoblins, 1988)
Direção de Rick Sloane.

(Rick Sloane Productions).

Um filme ridículo com alienígenas que são cópias mal feitas dos gremlins. Chegam a um estúdio de cinema em sua minúscula nave espacial, e são capazes de criar as fantasias mentais das pessoas. No Brasil, em vídeo.

 

 

 

OS INVASORES DA TERRA – A BATALHA DO PLANETA PERDIDO (Battle for the Lost Planet, 1986)
Direção de Brett Piper.

(Horror Enterprises).

Também com o título Galaxy. Produção fraquíssima na qual a Terra é invadida pelos aliens aiezaks e um aventureiro é o único que poderá salvar o planeta. No Brasil, em vídeo.

 

 

 

OS ESTRANHOS ESTÃO CHEGANDO (The Aliens Are Coming, 1980)
Direção de Harvey Hart.

                                                                                                                                                                                              (Quinn Martin Productions).

Também com o título Força Alienígena. Feito para TV. Aliens chegam à Terra, escondem sua nave no deserto e iniciam a conquista do planeta. São feitos principalmente de energia e precisam se recarregar periodicamente, escolhendo para isso uma represa. Os heróis lutam pela salvação da pátria. Muito ruim.

 

 

 

ALIEN DEAD (1980)
Direção de Fred Olen Ray.

(Firedbird International Pictures).

Também com o título It Fell From the Sky. Um dos primeiros filmes do péssimo diretor Fred Olen Ray, rodado na Flórida com cerca de 12 mil dólares, apresentando mais ou menos o que ele realizaria nos anos seguintes, ou seja, um filme com muito pouca imaginação. Aqui, existe um alienígena perdido na Terra e muitas pessoas que se transformam em seres maléficos devido a ação do alien. O salvador da pátria é nada menos do que Buster Crabbe, com mais de 70 anos, o lendário herói do cinema que interpretou Flash Gordon e Buck Rogers.

 

 

TERROR EM LOS ANGELES (The Dark, 1979)
Direção de John “Bud” Cardos.

(Film Ventures International).

Segundo filme sobre aliens do diretor Cardos no mesmo ano, e bem pior do que o outro (The Day Time Ended), que já não era nada demais. O alienígena em questão espalha o terror em Los Angeles porque gosta de matar violentamente.

 

 

 

INVASÃO DOS EXTRATERRESTRES (Starship Invasions, 1977)
Direção de Ed Hunt.

                                                                                                                                (Hal Roach Studios/ Warner Bros.).

Também com o título Alien Encounter. Christopher Lee é um maléfico alienígena tentando dominar a Terra com um raio que faz as pessoas se suicidarem. Para combatê-lo surge em cena a Liga Intergaláctica, formada por aliens bondosos que, com a ajuda do ufólogo terrestre Robert Vaughn, fazem com que Lee seja detido.


 

 

PREY (1977)
Direção de Norman J. Warren.

(Tymar Film Productions).

Também com o título Alien Prey. Um alienígena canibal é capaz de assumir a forma humana, maneira pela qual entra na casa de duas mulheres. Elas são comidas pelo alien, quero dizer, literalmente. Entrando em contato com o comando da missão, ele recomenda a invasão do planeta. Os humanos são considerados presas fáceis, além de serem ricos em proteínas e muito gostosos. Que bom para nós.

 

 

JUÍZO FINAL (The End of the World, 1977)
Direção de John Hayes.

(Charles Band Productions).

Também com o título O Dia do Juízo Final. Um físico da NASA e sua esposa descobrem num convento a origem de mensagens extraterrestres. O padre (Christopher Lee) e as freiras são, na verdade, aliens disfarçados, com planos de destruir a Terra porque ela está superpoluída, e depois retornar ao seu planeta, Utopia, numa máquina do tempo. Os dois não conseguem evitar a destruição. Resolvem viajar com os aliens, o que não deixa de ser uma ideia interessante, fugindo dos finais melosos convencionais. Mas o filme é um lixo inacreditável. No Brasil, lançado em vídeo.


 

ELES VIERAM DO ESPAÇO EXTERIOR (They Came From Beyond Space, 1967)
Direção de Freddie Francis.

                                                                                                                                                                                                      (Amicus Productions).

Baseado no livro The Gods Hate Kansas (1964), de Joseph Millard. Apesar de Freddie Francis ser um dos bons diretores ingleses dos gêneros FC e terror em sua época, aqui não foi muito feliz. Aliens chegam à Terra durante uma chuva de meteoros e imediatamente começam a raptar seres humanos e levá-los para a Lua, onde deverão trabalhar como escravos para consertar suas naves.

 

 

O MONSTRO DE VÊNUS (Zontar: The Thing From Venus, 1966)
Direção de Larry Buchanan.

(Azalea Pictures).

Novamente Buchanan em filme paupérrimo, com o alienígena Zontar, a coisa de Vênus”, tentando dominar a Terra.Mais alienígena chegando a Terra, dessa vez atendendo pelo nome de Zontar, a coisa de Vênus. Quer dominar o planeta e começa pela mente de John Agar, que já passou por isso em O Cérebro do Planeta Arous. Parece que os aliens invasores não confiavam muito em John Agar.

 

 

VIAGEM RUMO AO INFINITO (Destination Inner Space, 1966)
Direção de Francis D. Lyon.

(Harold Goldman Associates/ Television Enterprises Corporation/ United Pictures).

Produção medíocre com Scott Brady e Sheree North combatendo um monstro que se esconde no fundo do mar e que chegou à Terra vindo de outro planeta. Descem num submarino para tentar deter as destruições que ele vem causando.

 

 

 

SANTO COMBATE OS MARCIANOS (Santo Contra la Invasión de los Marcianos, 1966)
Direção de Alfredo B. Crevenna.

                                                                                                                             (Producciones Cinematográficas).

Também com o título Santo Versus the Martian Invasion. Um de dezenas de filmes mexicanos com o herói Santo, o lutador mascarado. Os marcianos chegam à Terra pretendendo que os terrestres parem com os testes nucleares, e fazem sua advertência desintegrando pessoas e raptando outras. Santo resolve o problema resgatando os sequestrados e explodindo a nave com os aliens dentro. E os testes nucleares continuam até hoje. Culpa do herói mexicano.

 

 

O DIA EM QUE MARTE INVADIU A TERRA (The Day Mars Invaded Earth, 1963)
Direção de Maury Dexter.

(API).

Invasão alienígena com final incomum na época, com os marcianos ganhando a batalha. Um casal começa a ver duplicatas de seus conhecidos, trocados pelos extraterrestres, que transformam os humanos em poeira.

 

 

 

A INVASÃO DOS ANIMAIS (Invasion of the Animal People, 1960)
Direção de Virgil Vogel e Jerry Warren (versão dos EUA).

                                                                                                                               (Fortunafilm/ Gustaf Unger Films).

Também conhecido pelos títulos: Rymdinvasion i Lappland; Terror in the Midnight Sun; Space Invasion From Lapland.
Inusitada produção da Suécia e dos EUA. Uma nave espacial chega ao nosso planeta com um alienígena que causa uma série de problemas, destruindo coisas e pessoas. Ele é detido pelos próprios aliens que, então, retornam ao seu planeta. A edição americana, como sempre, foi cortada e cenas foram inseridas de forma a transformar o filme numa invasão alienígena de fato.

 

 

THE CAPE CANAVERAL MONSTERS (1960)
Direção de Phil Tucker.

(CCM Productions).

O diretor Tucker é o mesmo de Robot Monster, um dos piores filmes de FC de todos os tempos, e parece que nada fez para mudar sua imagem nesse pequeno filme sobre alienígenas que procuram interferir com o programa espacial norte-americano, ocupando o corpo de seres humanos e transformando-os em monstros mortos-vivos.

 

OS ADOLESCENTES DO ESPAÇO (Teenagers From Outer Space, 1959)
Direção de Tom Graeff.

                                                                                                                                                                               (Tom Graeff Productions).

Também conhecido como The Gargon Terror. Dessa vez são jovens que chegam à Terra pretendendo a já sem graça invasão ao planeta. Trazem seus animais semelhantes a lagostas gigantes, que pretendem reproduzir por aqui. Os planos de invasão são contidos quando um alien se apaixona por uma terráquea e acaba explodindo seus companheiros. Ah, o amor.
 

 

INVASORES INVISÍVEIS (Invisible Invaders, 1959)
Direção de Edward L. Cahn.

(Premium Pictures).

Os invasores invisíveis chegam da Lua em sua nave igualmente invisível, com planos de conquistar a Terra. Para isso, utilizam-se dos corpos dos mortos, que revivem como zumbis assassinos. John Agar é o herói e usa um aparelho que emite sons de alta frequência para derrotar os invasores, algo que já era manjado desde os filmes da década de 1940.


 

 

THE TROLLENBERG TERROR (1958)
Direção de Quentin Lawrence.

Warren Mitchell, Janet Munro e Derek Sydney em The Trollenberg Terror (Tempean Films).

Produção inglesa, tambem conhecida pelos títulos The Crawling Eye e The Creature From Another World. Coisas estranhas acontecem na pequena cidade suíça de Trollenberg após o surgimento de uma nuvem que contém seres alienígenas. Janet Munro é uma jovem que possui capacidades telepáticas e entra em contato com eles, sabendo que pretendem dominar o planeta, para variar. Ao saírem da nuvem, mostram um corpo semelhante a um enorme olho com tentáculos. Os habitantes da cidade fogem e os heróis permanecem para combater os aliens.

 

 

 

 

O CÉREBRO DO PLANETA AROUS (The Brain From Planet Arous, 1957)
Direção de Nathan H. Juran.

(Marquette Productions Ltd.).

O cérebro do planeta Arous atende pelo nome de Gor e é exatamente o que o título diz: um super-cérebro vindo de outro planeta, que se utiliza de poderes telepáticos para controlar John Agar, o que, convenhamos, não parece ser grande coisa. O alienígena é combatido quando chega ao planeta seu rival, o cérebro bom Vol, que ensina a Joyce Meadows como destruí-lo.

 

 

 

QUANDO OS PLANETAS ATACAM (The Astounding She-Monster, 1957)
Direção de Ronnie Ashcroft.

(Hollywood International Pictures).

Também conhecido como The Mysterious Invader. Shirley Kilpatrick é a alienígena que chega à Terra em sua nave espacial, aterrisando numa floresta e iniciando sua matança de seres humanos, o que faz aumentando sua pressão sanguínea. É claro, ela acaba sendo morta.

 

 

 

O MONSTRO DE UM MILHÃO DE OLHOS (The Beast With a Million Eyes, 1955)
Direção de David Kramarsky.

                                                                                                                                                                 (San Mateo Productions/ Palo Alto Productions).

Produção paupérrima de Roger Corman sobre alienígena que utiliza um tipo de controle sobre os animais terrestres como forma de iniciar sua invasão ao planeta. Não consegue.

 

 

 

WAR OF THE WORLDS (2005)
Direção de Timothy Hines.

(Pendragon Pictures).

Filme feito diretamente para video, seguindo muito de perto a história original de H.G. Wells, mas apesar disso com uma péssima recepção da crítica.

 

 

 

WAR OF THE WORLDS (2005)
Direção de David Michael Latt.

(The Asylum).

Outra produção feita diretamente para vídeo, também conhecida pelos títulos H.G. Wells’ War of the Worlds e Invasion. Ao contrário do anterior, esse é baseado no livro de Wells, mas com muitas alterações. A invasão de extraterrestres ocorre nos EUA nos dias atuais e, como o anterior, também teve péssima recepção da crítica.

 

 

WAR OF THE WORLDS 2: THE NEXT WAVE (2008)
Direção de C. Thomas Howell.

                                                                                                                                                     (Anthill Productions).

Sequência do filme anterior, com C. Thomas Howell repetindo seu papel como astrônomo e, agora, também dirigindo uma produção tida como simplesmente horrenda. A história se situa dois anos após a invasão extraterrestre, com nova tentativa dos aliens de nos dominar e destruir.