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OS INVASORES

FILMES/VE ALIENÍGENAS NA TERRA

autorGilberto Schoereder
publicado porGilberto Schoereder
data15/6/2018
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Os extraterrestres têm uma predileção pela Terra e estão sempre tentando nos conquistar. No cinema, na literatura ou na vida real, as histórias sobre as invasões alienígenas se multiplicam.

A Guerra dos Mundos (Paramount pictures).

Parece que a humanidade está sempre em conflito consigo mesma ou com criaturas que vêm das mais variadas dimensões e dos mais diversos recantos do universo. E está sempre sendo visitada por essas criaturas, que chegam aqui com intenções que variam entre nos trazer a libertação e a iluminação até a nos tornar escravos ou simplesmente nos destruir.
Os nomes e descrições dessas criaturas também variam de acordo com a época. Carl Gustav Jung disse que os discos voadores e extraterrestres de hoje poderiam ser o equivalente aos anjos e demônios de ontem, vendo-os como manifestações psicológicas – ainda que, posteriormente, tenha declarado que se tratava de objetos reais, sólidos, e que a explicação psicológica por si não era suficiente para explicar o fenômeno.

A Invasão dos Discos Voadores (Columbia Pictures Corporation).

A partir de 1947, os relatos de pessoas que afirmavam terem visto objetos voadores não identificados (OVNI) e seus ocupantes multiplicaram-se, e o mesmo ocorreu no cinema e na literatura de ficção científica.
No entanto, seres alienígenas, invasões à Terra e contatos de vários tipos com esses extraterrestres já existiam na ficção muitos anos antes de Kenneth Arnold ter o famoso encontro com os “pratos voadores”, em junho de 1947, e do suposto OVNI cair em Roswell. Era como se os autores de ficção estivessem prevendo os eventos futuros – ou apenas fertilizando o terreno no qual o imaginário popular iria construir os OVNIs, segundo o ponto de vista de alguns estudiosos do assunto. Algumas pessoas já chegaram a fazer um levantamento da aparência que os OVNIs têm ao longo do tempo, dando a entender que eles mudam de acordo com a época, acompanhando os avanços tecnológicos e modas terrestres.

Não demorou muito para que centenas de livros sobre o assunto começassem a ser publicados. Teorias a respeito da origem dos OVNIs surgiram às dezenas, e histórias a respeito de sua atuação na Terra se tornaram cada vez mais complexas.
Surgiram teorias, imediatamente refutadas pelos cientistas, que estendiam a presença dos supostos seres entre nós a milhares ou milhões de anos atrás. Teorias conspiratórias davam conta de que os EUA já mantinham um contato com os alienígenas; que tinham um acordo com eles; que existiam vários tipos de aliens, uns querendo nos dominar, outros querendo nos defender; que os maus tinham um governo secreto em colaboração com humanos em troca de tecnologia; que bons e maus aliens já tinham entrado em choque, aqui mesmo na Terra; que aliens estariam enviando mensagens telepáticas a algumas pessoas do planeta; que eles estavam envolvidos num possível momento de transição planetária; que existe um plano alienígena para transformação do DNA humano; que existe plano alien para mesclar nossa raça com a deles; que os aliens estavam presentes na aurora da civilização humana, influenciando para o bem ou para o mal; que alguns aliens são responsáveis pela criação dos humanos, por manipulação genética; que já existem aliens vivendo entre nós, imperceptíveis.
E por aí vai. São centenas de variações e combinações desses temas, que tiveram e ainda têm repercussão na ficção científica, em particular no cinema do gênero.

 

Os extraterrestres que visitam a Terra – seja lá com quais intenções – são personagens do cinema desde as décadas de 1930 e 40, ainda que fossem mais comuns os “cientistas loucos”. Mas, por exemplo, Flash Gordon – um dos mais famosos seriados do cinema – é de 1936, e o imperador Ming, do planeta Mongo, que pretende destruir a Terra, é um alienígena. E os quadrinhos nos quais a série foi baseada são de 1934.

Ilustração de Henrique Alvim Corrêa para A Guerra dos Mundos (1906).

No entanto, como já foi dito, já eram comuns na literatura, e até mesmo antes do termo “ficção científica” existir. Uma das mais populares histórias de invasão da Terra foi escrita em 1898, A Guerra dos Mundos (War of the Worlds), de H.G. Wells. Um exemplo da força tanto da história quanto do tema, é que ela foi refilmada 107 anos depois, por Steven Spielberg, em 2005. Em The Science Fiction Encyclopedia, David Pringle cita uma história ainda anterior à de Wells, The Germ Growers: An Australian Story of Adventure and Mystery, de 1892, escrita por Robert Potter, escritor irlandês residente na Austrália. Apresenta uma raça de seres desencarnados que vivem no “éter” interplanetário. Eles assumem a forma humana e conseguem controlar a mente dos terrestres, sendo capazes ainda de se teleportar. Na Terra, eles cultivam germes que deverão aniquilar a humanidade, mas no final outro alienígena chamado Leafar (uma referência ao anjo Rafael) resolve o problema. Na mesma Enciclopédia, Peter Nicholls diz que os elementos de alegoria cristã, tais como os anjos caídos enfrentando o anjo bom, faz com que o potencial de ficção científica da obra não tenha sido totalmente concretizado. No entanto, ele diz, os experimentos maléficos com a mutação química de bactérias e as máquinas voadoras elétricas são estilisticamente referentes ao início da FC.

 

David Pringle nota que na maioria das histórias de invasões alienígenas, a humanidade sobrevive, de modo que essas histórias não representam necessariamente uma subcategoria pessimista da FC. Na verdade, se considerarmos as versões mais recentes (e, geralmente, bem ruins) das invasões alienígenas, as histórias têm servido para ressaltar o heroísmo terrestre – ou, entenda-se, norte-americano.
Pringle ainda apresentou 10 categorias – entre inúmeras possibilidades – em que as histórias de invasões extraterrestres poderiam ser inseridas após a Segunda Guerra Mundial;
1) a invasão benigna que resulta em algum tipo de transcendência para a humanidade, citando como exemplo O Fim da Infância, de Arthur C. Clarke;
2) a invasão sinistra, apontada por Pringle como um produto da era do macarthismo e da caça aos comunistas, geralmente envolvendo controle telepático ou alienígenas que dificilmente podem ser distinguidos de seres humanos. Um exemplo é Os Manipuladores (The Puppet Masters, 1951), de Robert A. Heinlein;
3) a invasão cômica, na qual a Terra é dominada por homenzinhos verdes ou lindas mulheres extraterrestres, como no livro Os Marcianos Divertem-se (Martians Go Home!, 1955), de Fredric Brown;
4) as invasões conservadoras, que são variações dos “monstros de olhos esbugalhados”, como em O Dia das Trífides (The Day of the Triffids, 1951) e Vivos 20% (The Kraken Wakes, 1953), ambos de John Wyndham;
5) a invasão de crianças, “uma variante intrigante” na qual os aliens são identificados com as crianças humanas, como em A Aldeia dos Amaldiçoados (The Midwich Cuckoos, 1957. Também como A Aldeia dos Malditos), de John Wyndham, ou no conto Zero Hora (Zero Hour, 1947), de Ray Bradbury. No conto, os aliens mantêm contato com as crianças da Terra, as únicas que conseguem perceber a presença dos seres que vêm de outra dimensão e que fazem um “jogo” com elas. Os adultos só percebem do que se trata quando já é tarde demais, e a invasão já está em curso;
6) a invasão que expressa tristeza, situada num futuro distante e que diz respeito à luta da humanidade para se reafirmar muito tempo depois da invasão ter ocorrido, como em A Cidade das Ilusões (City of Illusions, 1967), de Ursula K. Le Guin, ou Asas na Noite (Nightwings, 1969), de Robert Silverberg;

Capa da primeira edição (Richard Powers/ Berkley Medallion).
                    Primeira edição de The Silly Season, em The Magazine of Fantasy and Science Fiction, 1950 (Capa de George Salter).

7) a invasão apocalíptica ou grotesca, geralmente simbólica e pessimista, como em The Genocides (1965), de Thomas M. Disch;
8) a invasão excêntrica ou bizarra que segue por caminhos imprevisíveis, como em The Silly Season (1950), de Cyril Kornbluth, no qual se fica sabendo que as aparições assustadores de OVNIs eram uma tática para distrair nossa atenção;
9) a invasão absorvida, na qual os invasores unem-se à população invadida, situação exemplificada em dois contos de Erik Frank Russell: Late Night Final (1948) e And Then There Were None (1951);

(Capa: Ric Binkley/ Avalon Books).

10) a invasão “derrotada por poucos”, na qual uma força militar invasora poderosa é vencida pela perspicácia de alguns poucos humanos, ou por um único, como no caso da história The Monster (1948), de A.E. Van Vogt. A situação oposta, com a força invasora sendo de uma única pessoa, é encontrada em Wasp (1957), de Erik Frank Russell.

 

 

Segundo Phil Hardy, o seriado da Republic Marte Invade a Terra (The Purple Monster Strikes, 1945) foi o primeiro a lidar com uma invasão alienígena; os seriados anteriores apresentavam cientistas loucos. Também foi um dos primeiros a lidar com o tema da possessão alienígena, que viria a se tornar um dos temas mais importantes no gênero nos anos 1950.

Roy Barcroft como Mota, em Marte Invade a Terra (Republic).

Dirigido por Spencer Gordon Bennet e Fred C. Brannon, o fime traz o marciano Mota (Roy Barcroft) que vem à Terra para preparar uma invasão total e, para isso, mata um cientista e ocupa seu corpo. Entre suas armas estavam – tenham medo! – um “eletroaniquilador” e um “eliminador à distância”. Em 1966, o seriado foi apresentado numa versão reduzida com o título D-Day on Mars.
O personagem marciano Mota reapareceria em O Mistério do Disco Voador (Flying Disc Man From Mars, 1951), outro seriado da Republic, também com direção de Fred C. Brannon, dessa vez com Gregory Gay como o marciano. O ator usou a mesma roupa de Barcroft no filme original, de modo que pudessem reutilizar algumas cenas de 1945. Mota precisa reparar sua nave espacial antes de tentar destruir a Terra. Claro que não consegue. Esse também foi reeditado e lançado em 1958 com o título Missile Monsters.

 

Mas é preciso salientar que, antes do marciano querer nos invadir, o Imperador Ming, o Impiedoso, já vinha tentando isso, sem sucesso, sendo combatido por Flash Gordon desde 1934, quando os quadrinhos criados e desenhados por Alex Raymond surgiram. Uma das inspirações da história de Raymond foi o livro When Worlds Collide (1933), de Philip Wylie e Edwin Balmer, mais especificamente no conceito de um mundo que se aproxima da Terra em rota de colisão. No caso dos quadrinhos, é o planeta Mongo, para o qual viajam Flash, Dale Arden e o Dr. Zarkov. Mongo tem diferentes culturas, muitas delas ameaçadas por Ming, que também tem seus planos maléficos para a Terra.
Nos cinemas, três seriados da Universal com Flash Gordon antecederam o marciano Mota, começando com Flash Gordon (Flash Gordon, 1936), dirigido por Frederik Stephani, com Larry Buster Crabbe como Flash Gordon, Jean Rogers como Dale Arden, Frank Shannon como o dr. Zarkov, e Charles Middleton como o imperador Ming. Os terrestres unem-se ao Príncipe Barin (Richard Alexander) no combate a Ming.

Buster Crabbe e Jean Rogers, em Flash Gordon (Universal Pictures).

O segundo seriado, Flash Gordon no Planeta Marte (Flash Gordon's Trip to Mars, 1938), foi dirigido por Ford Beebe e Robert F. Hill, e apresenta os três terrestres mais uma vez enfrentando Ming, agora mancomunado com a Rainha Azura (Beatrice Roberts), de Marte, que planejam roubar o nitrogênio da Terra.
O terceiro, Flash Gordon Conquista o Universo (Flash Gordon Conquers the Universe, 1940), foi dirigido por Ford Beebe e Ray Taylor. Flash Gordon e seus amigos voltam ao planeta Mongo à procura de um antídoto para a “morte púrpura”, uma poeira que cobre a Terra provocando mortes. Claro que o culpado é Ming, ainda querendo nos destruir.

 

Charles Middleton, como o Imperador Ming (Universal Pictures).

Os seriados fizeram muito sucesso na época, com produção elogiada e cenários que, se não acompanharam o nível excepcional dos desenhos de Alex Raymond, conseguiram criar o clima necessário. Claro que, hoje em dia, é apenas divertido observar os efeitos especiais da época, mas vale pela diversão.
Em 1980, Michael Hodges dirigiu Flash Gordon (Flash Gordon), produção de Dino De Laurentiis com um pé no humor, e que ficou famoso pela trilha sonora da banda britânica Queen. Sam J. Jones interpreta Flash Gordon, Melody Anderson é Dale Arden, Topol é o dr. Zarkov e Max Von Sydow o Imperador Ming. E ainda tem Ornella Muti como a Princesa Aura e Timothy Dalton como o Príncipe Barin.
Foi uma produção cara para a época, com mais de 20 milhões de dólares utilizados para recriar os ambientes sensacionais do planeta Mongo, com excelente utilização de cores.
Em 2007, o Sci-Fi Channel produziu uma série para a TV, Flash Gordon, em criação de Peter Hume. O seriado durou 21 episódios, estendendo-se até 2008, quando foi cancelado.

 

Dos anos seguintes às primeiras invasões aos dias de hoje, os filmes de invasões alienígenas sempre existiram, em maior ou menor número, de acordo com o sucesso do momento. Cada vez que um filme se torna um blockbuster, faturando milhões e mais milhões de dólares, inevitavelmente surgem outras produções – geralmente mais pobrezinhas – aproveitando o sucesso do “primo rico” e tentando faturar também.

Independence Day (Twentieth Century Fox/ Centropolis Entertainment).

Depois do imenso sucesso dos filmes de Steven Spielberg, Contatos Imediatos de Terceiro Grau (1977) e E.T. – O Extraterrestre (1982), dezenas de filmes com temas semelhantes – quando não exatamente iguais – invadiram o mercado, querendo uma migalha do sucesso. No caso de uma invasão de fato, temos o exemplo do hediondo Independence Day (1996), de Roland Emmerich, sucessaço de bilheteria que originou inúmeras invasões à Terra, geralmente com naves mais baratinhas, às vezes vagabundas mesmo.
Assim, as invasões vão acompanhando a onda do momento, com alguns filmes se sobressaindo, seja nos custos de produção, seja no faturamento, nos efeitos especiais ou, em alguns casos, graças a Deus, na qualidade.
Às vezes, a Terra foi um parque de diversões no qual os aliens vêm se divertir – afinal, era isso que o alien fazia em Predador (1987) – outras vezes foi algo como um paraíso fiscal galáctico, uma ilha do Caribe da Via Láctea, um planeta do terceiro universo para o qual fugiam todos os alienígenas vilões, perseguidos por policiais extraterrestres.
A Terra forneceu e ainda fornece muitas mulheres gostosas para procriação ou simples diversão – lembre-se de que também é um parque de diversões – e quando uma mulher gostosa vem para cá, como em A Experiência (1995), é para arrasar com os membros humanos, literalmente.
Enfim, tivemos e ainda teremos todo tipo de invasões alienígenas, ou porque gostamos disso, ou porque gostamos de lidar com o conceito, de imaginar situações possíveis e de nos vermos como terrestres capazes de enfrentar qualquer situação. Somos ridículos mesmo.


Os Invasores

A partir dos anos 1960, os invasores alienígenas chegaram com tudo nos seriados da TV, tornando-se cada vez mais sofisticados e com planos de conquista mais elaborados.

É verdade que, já nos anos 1950, a TV mostrava alguns heróis combatendo invasores de outros planetas – de Mercúrio, por exemplo, na série Commando Cody, Sky Marshall of the Universe (1953) –, mas as invasões mais porretas começaram mesmo com Os Invasores (The Invaders), em 1967.

Roy Thinnes, em Os Invasores (Quinn Martin Productions).

Foi então que se instalou de vez o clima de paranoia que reinaria sobre grande parte das invasões alienígenas. Se nos anos 1950 a preocupação se concentrava muitas vezes na chamada “paranoia anticomunista” – com filmes e seriados tentando reproduzir o clima de preocupação com o perigo vermelho dos soviéticos –, na década seguinte, começaria o medo dos extraterrestres por si mesmos.
Infiltrando-se entre nós como se fossem terrestres, eles podiam estar em qualquer lugar, preparando o terreno para a invasão de fato, quando tomariam o lugar dos humanos.
Em Os Invasores, essa situação foi levada ao extremo e, apesar do seriado só ter durado duas temporadas (43 episódios), foi um sucesso de público, sendo reprisado inúmeras vezes na TV norte-americana – e nem tantas no Brasil – e originando muitos seguidores.
A série foi criada por Larry Cohen – posteriormente, um diretor muito conhecido nos gêneros ficção científica e terror, com Nasce Um Monstro (1974), A Coisa (1985) e A Ambulância (1990), entre outros – e teve participação ativa do produtor executivo Quinn Martin.

                                                                                                                                                                          Os Invasores.

Roy Thinnes interpretou David Vincent, um arquiteto que, viajando de carro, resolve parar na estrada para dormir e testemunha a descida de um disco voador. A partir de então, sua vida nunca mais seria a mesma. Ele percorre o país tentando encontrar pessoas e convencê-las de que uma invasão ao planeta está para ocorrer – e esta é, de fato, a intenção dos aliens, vindo de um planeta moribundo. Eles são iguais aos humanos e só podem ser identificados por um pequeno defeito num dos dedos da mão. E, claro, pelo fato de que, quando morrem, seus corpos viram pó e desaparecem.
O isolamento do personagem central é, nesse caso, necessário para criar o clima, mas à medida que o seriado prosseguiu mais e mais pessoas começam a acreditar nele. Enquanto isso, os aliens querem matá-lo, percebendo que sua insistência é perigosa para seus planos. Ao mesmo tempo, os invasores começam a se infiltrar na sociedade, assumindo postos de comando no governo.

Os Invasores (1995. Spelling Television Inc./ Fox Television Network).

Em 1967, essas ideias já estavam se espalhando com rapidez impressionante no meio ufológico, de modo que a série acompanha o pensamento corrente. Passados 28 anos, em 1995, os mesmos aliens voltaram à televisão com a minissérie Os Invasores, desta vez com Scott Bakula como o sujeito que toma conhecimento de que os aliens estão aqui e querem nos dominar. Roy Thinnes reaparece como o mesmo David Vincent ainda tentando deter os invasores.

 

 

Desde o final dos anos 1960 já existiam relatos da presença de seres extraterrestres com uma aparência reptiliana agindo na Terra e com intenções nada boas. No início dos anos 1980, eles estiveram no centro da invasão proposta pela minissérie em dois episódios V (V, 1983), criada e dirigida por Kenneth Johnson. Em 1984, uma segunda minissérie foi produzida V – A Batalha Final (V – The Final Battle. Também apresentado no Brasil com o título V – Os Extraterrestres na Batalha Final).

                                  Jane Badler, líder dos aliens, com um de seus pestiscos preferidos, em V (Warner Bros. Television).

Eles chegaram e se apresentaram ao mundo como uma raça evoluída, mas precisando da ajuda da humanidade. Em troca, ofereciam algumas vantagens tecnológicas. Chamavam a si mesmos “visitantes”, mas aos poucos percebe-se que suas intenções não são pacíficas. Na verdade, são criaturas com aparência reptiliana, disfarçadas de humanos, cuja intenção é levar consigo todo o suprimento de água do planeta e, de quebra, os corpos dos terrestres, alimento que eles parecem apreciar bastante.
Aos poucos, cria-se um movimento de resistência que tem como símbolo o “V” da vitória, e que se transforma numa verdadeira guerra quando os planos e a verdadeira natureza dos visitantes se tornam conhecidos. Um bom achado na série foi o de ligar as ações dos invasores com as técnicas dos nazistas e outros movimentos extremistas da Terra, indicando que eles teriam estudado muito bem a psicologia dos movimentos sociais terrestres.
Em 1984-85, a história retornou com uma série em 19 episódios, aqui no Brasil com o título Os Extraterrestres no Planeta Terra, mas sem o mesmo sucesso da minissérie.

A versão "humana" de Morena Baccarin e Christopher Shyer em V: Visitantes (Warner Bros. Television).

Entre 2009 e 2011, a série foi reinventada pela Warner Bros. Television e apresentada pela rede ABC dos EUA (no Brasil, V: Visitantes), mas cancelada em maio de 2011 sem chegar à definição do enredo. Basicamente, era a mesma história, com melhores efeitos especiais. A atriz brasileira Morena Baccarin interpretou Anna, a líder dos lagartões do espaço, e a atriz Jane Badler, que interpretou Diana nas duas apresentações dos anos 1980, voltou a repetir seu papel. Desta vez, ela foi apresentada como a rainha deposta por sua filha, Anna, e mantida numa espécie de calabouço na imensa nave-mãe que se mantém sobre Nova York.
Pouca coisa mudou na nova versão. Os visitantes, com uma pele humana muito legal e bem desenvolvida, chegam, acalmam os ânimos e logo começam a oferecer uma série de benefícios tecnológicos, em especial tratamentos médicos excepcionais, ganhando a simpatia dos humanos. Enquanto isso, uma frota gigantesca de lagartões do espaço se aproxima do planeta, e a líder Anna tem planos diabólicos para os pobres terrestres.
Provavelmente, a série teria um desenvolvimento diferente do seriado original, mas foi cancelada antes de sabermos qual seria.

 

VEJA A SEGUIR MAIS HISTÓRIAS DE INVASÕES ALIENÍGENAS


OBLIVION (Oblivion, 2013)
Direção de Joseph Kosinski.

Tom Cruise e Olga Kurylenko (Universal Pictures/ Relativity Media).

Um filme bem acima da média das produções lidando com invasões alienígenas, apresentando a Terra 60 anos após uma guerra com uma raça extraterrestre que deixou o planeta arrasado, obrigando a humanidade a se deslocar para a lua Titã, de Saturno, enquanto o que resta de água no planeta vem sendo drenado para as colônias humanas.
Ou pelo menos é o que se imagina.
Tom Cruise interpreta Jack, um dos humanos que ficou no planeta junto com sua companheira Victoria (Andrea Riseborough), responsáveis pela manutenção das sondas que retiram a água, assim como pelos drones de combate que guardam os postos contra grupos rebeldes que permanecem no planeta.
O título do filme é muito bom. Oblivion significa esquecimento, e essa condição é a base dos eventos, que começam a ser esclarecidos depois que Jack resolve ir contra as ordens do controle central da missão e fica conhecendo a verdadeira natureza do que aconteceu na guerra entre a Terra e os invasores alienígenas.

 

NO LIMITE DO AMANHÃ (Edge of Tomorrow, 2014)
Direção de Doug Liman.

Emily Blunt e Tom Cruise (Warner Bros. Pictures/ Village Roadshow Pictures).

Mais uma vez Tom Cruise enfrenta uma invasão extraterrestre, aqui na companhia de Emily Blunt. É uma mistura de Feitiço do Tempo com invasão alien, com história bem desenvolvida situada num futuro indeterminado, num momento em que a Terra está enfrentando uma invasão brutal ao planeta, e está levando a pior. A raça extraterrestre parece conhecer todas as táticas e todos os movimentos dos humanos, antecipando-se e vencendo todas as batalhas.
As coisas começam a mudar quando o Major Cage (Cruise) é rebaixado a soldado e enviado para lutar na frente de batalha, sem ter qualquer experiência. Na batalha, ele consegue explodir um extraterrestre, mas morre quando o sangue dele dissolve seu corpo.
E então, ele acorda novamente na mesma base militar, e começa a passar pelas mesmas situações anteriores, novamente sendo enviado para a batalha e morrendo, e acordando mais uma vez na mesma base. Ele tenta avisar os demais sobre o que está acontecendo, mas é claro que ninguém acredita, até que ele entra em contato com a Sargento Rita (Blunt), que também passou pela mesma experiência que ele.
O que se fica sabendo então é que os aliens têm um controle central, como um imenso cérebro, que possui a capacidade de “reiniciar o dia” cada vez que as batalhas que travam apresentam algum problema, refazendo suas táticas.

 

ESTRANHOS INVASORES (Strange Invaders, 1983)
Direção de Michael Laughlin.

(EMI Films/ Lone Wolf McQuade Associates).

Um dos filmes de pequena produção mais bem realizados dos anos 1980, combinando terror e humor em doses bem equilibradas.
Alienígenas chegam a uma pequena cidade do interior dos EUA em 1958 e lá se instalam, assumindo a aparência dos seres humanos. Paul Le Mat é o sujeito da cidade grande que descobre que sua esposa é uma das aliens, que preferiu sair da cidadezinha e com quem ele teve uma filha. Ele segue sua pista até a cidade em companhia da repórter Nancy Allen.
Repleto de referências aos clássicos do gênero como Veio do Espaço, Casei-me Com Um Monstro e O Dia Em Que a Terra Parou, o trabalho de produção tem bons efeitos e maquiagens, além de recuperar o autêntico clima de paranoia dos filmes da década de 1950. Mais uma prova de que não é necessário rios de dinheiro para se fazer FC competente. No Brasil, lançado em vídeo.


 

OS VISITANTES (The Visitors, 1980)
Clifford D. Simak.

                                                                                                                                                            (Del Rey/ Ballantine).

Ainda que parte da crítica não tenha gostado do livro, trata-se de uma das mais estranhas e inventivas histórias de contatos com seres extraterrestres, desenvolvida de tal forma que sequer é possível definir se os seres que chegam à Terra estão nos invadindo ou realizando algum outro tipo de ação totalmente impenetrável para nós.
Os alienígenas são impenetráveis à compreensão humana. Nenhuma de suas ações faz qualquer sentido para os terrestres e, na verdade, pode ser que eles sequer dêem importância para nossa presença no planeta, ainda que utilizem os humanos paa obter informações sobre a sociedade e passem a conhecer muito bem a forma pela qual nos organizamos. Ao que tudo indica, seus próprios corpos são utilizados como naves para viajar pelo espaço e deslocar-se pelo espaço aéreo da Terra.
Clifford D. Simak apresenta a narração seguindo as atividades e discussões infindáveis dos membros do governo, assim como dos jornalistas que primeiro chegaram ao local do primeiro pouso, dividindo o livro em capítulos curtos e precisos, sem muitas especulações, como se fosse uma mistura de texto jornalístico e de ficção.
O livro inteiro transmite uma sensação de estranheza, uma vez que não se trata de uma história de invasão do espaço como se está habituado a ler na FC, com poucos ou nenhum dos ingredientes necessários ao tema, mas que acaba por se firmar exatamente como uma invasão. Sem juízos de valores, uma vez que não se tem absolutamente nenhuma ideia sobre o que os Visitantes pensam ou desejam de fato. Mas o resultado prático desse contato é a destruição, pelo menos num primeiro momento, de todo o sistema de vida da humanidade, econômico, financeiro, jurídico, social e o que mais se imaginar, reafirmando uma tese bastante difundida nas histórias de FC de que um contato entre duas raças diferentes, alienígenas, resultará num prejuízo inevitável para aquela menos desenvolvida tecnologicamente. No caso, não se pode perceber a tecnologia dos aliens, se é que ela existe e eles não são seres biológicos, como é dito ao longo do livro, e aquela é sua maneira de ser, simplesmente, fabricando coisas e fazendo-as nascer de seus corpos. Ou se estudaram rigorosamente a sociedade humana e descobriram que aquela é a melhor maneira de destruí-la, dominá-la e ficar com o planeta repleto de árvores para si mesmos.
O autor recheou o livro de indicações sutis que podem levar a qualquer conclusão possível, compondo uma das melhores histórias de contatos com extraterrestres do gênero.

 

A ALDEIA DOS AMALDIÇOADOS (Village of the Damned, 1960)
Direção de Wolf Rilla.

(Metro-Goldwyn-Mayer British Studios).

Produção inglesa baseada no livro de John Wyndham. Segue de perto os eventos narrados no livro, com a pequena vila de Midwich passando por momentos inquietantes quando, repentinamente, todos seus habitantes adormecem ao mesmo tempo, sem qualquer razão plausível. Quando se recuperam, tentam retornar ao ritmo normal de vida, mas acabam percebendo que todas as mulheres da vila estão grávidas.
O clima de tensão cresce quando as crianças nascem mais ou menos ao mesmo tempo, e todas com a mesma aparência, principalmente os olhos e sua capacidade em desenvolverem-se mais rapidamente do que o normal. Atingem a adolescência em pouco tempo e reúnem-se numa espécie de sociedade isolada dos demais habitantes, demonstrando possuírem poderes telepáticos e cultura assombrosa. Sua intenção torna-se óbvia quando, para se defenderem dos ataques de alguns moradores mais irados, revidam com violência.
George Sanders, pai de um deles, é quem resolve enfrentá-los, tentando bloquear sua mente aos seus poderes mentais. Muitos pontos importantes do livro foram pouco explorados e outros tratados superficialmente, mas mesmo assim o clima geral criado pelo diretor Rilla não deixa de ser muito interessante, e o filme realmente assustador.

 

A ESTIRPE DOS MALDITOS (Children of the Damned, 1964)
Direção de Anton M. Leader.

(Lawrence P. Bachmann Productions/ Metro-Goldwyn-Mayer British Studios).

Produção inglesa, uma espécie de continuação de A Aldeia dos Amaldiçoados, e considerado por alguns críticos como superior ao original, ainda que o elemento essencial do livro de Wyndham não esteja presente uma vez que, dessa vez, as crianças não são necessariamente vistas como uma força invasora perigosa. Seis crianças com poderes mentais superiores iguais às crianças do primeiro filme são localizadas em diferentes países e levadas para a UNESCO para serem investigadas e utilizadas pelos poderosos do planeta. Mas as coisas não terminam bem para as crianças.


 

A CIDADE DOS AMALDIÇOADOS (Village of the Damned, 1995)
Direção de John Carpenter.

                                                                (Universal Pictures/ Alphaville Films).

Refilmagem do filme de 1960, basicamente com a mesma história, com a ação passando da Inglaterra para a Califórnia. Numa cidade do interior, todos os habitantes entram em transe por algumas horas. Depois disso, dez mulheres aparecem grávidas. Alguns anos mais tarde, as crianças são muito parecidas, loiras e extremamente unidas. Elas fazem parte de uma invasão alienígena, e têm poderes que impedem os humanos de se livrar delas. O filme foi um fracasso de bilheteria e recebeu péssimas críticas.

 

AMEAÇA DE ANDRÔMEDA (A For Andromeda, 1962)
Fred Hoyle e John Elliot.
O livro é a novelização da série da BBC A For Andromeda apresentada em sete capítulos em 1961, desenvolvidos pelos autores.
A sequência foi The Andromeda Breakthrough (1962). Uma refilmagem foi produzida na Itália pela RAI com o título A Come Andromeda, com direção de Vittorio Cottafavi.
Em 2006, a história foi adaptada em um filme para a TV com o mesmo título, também da BBC.

 

O APANHADOR DE SONHOS (Dreamcatcher, 2001)
Stephen King.

 

O APANHADOR DE SONHOS (Dreamcatcher, 2003)
Direção de Lawrence Kasdan.

(Castle Rock Entertainment/ Village Roadshow Pictures).

Filme baseado no livro de Stephen King, mas sem conseguir atingir a mesma qualidade, apesar de trabalhar com um elenco excelente que inclui Morgan Freeman, Damian Lewis, Thomas Jane, Jason Lee e Timothy Olyphant. A forma como Stephen King trabalhou o relacionamento dos quatro amigos desde a infância perdeu-se completamente. O filme centrou-se nos efeitos especiais, em particular nas cenas finais exageradas.

 

A ÁRVORE DA SALIVA (The Saliva Tree, 1966)
Brian W. Aldiss.

 

A BATALHA DA ETERNIDADE (The Battle of Forever, 1971)
A.E. Van Vogt.

 

CAMINHAVAM COMO HOMENS (They Walked Like Men, 1962)
Clifford D. Simak.

 

O ÚLTIMO HOMEM (Knock, 1948)
Fredric Brown.

(Capa: Earle Bergey).

Conto publicado em português nos livros O Espaço Será Pequeno e Paradoxo Perdido (no último com o título “Batidas à Porta”). Originalmente publicado na revista Thrilling Wonder Stories.
Os seres conhecidos como Zan chegam à Terra numa nave gigantesca e matam, através de vibrações especiais, toda a população do planeta, com excessão de alguns casais de espécies diferentes, inclusive um homem e uma mulher. Mantêm-nos vivos isolados, como num zoológico, até que percebem que os animais morrem.
Os zan são praticamente imortais e, ingênuos, jamais imaginaram que o período de vida na Terra fosse tão curto. Pedem a ajuda do homem para que as espécies não se extinguam. Ele lhes explica a necessidade da reprodução que, para eles, é coisa que acontece em milênios. O homem e a mulher se encontram e um zan vai falar com ele, preocupado, pois um dos aliens morreu e eles não sabem como explicar esse acontecimento inédito entre eles. Logo depois, outro morre, e eles decidem abandonar o “planeta morte”, como passam a chamá-lo.
O terrestre explica à mulher o que fez; quando o chamaram para ver os animais que haviam morrido, ele percebeu que um deles era uma cascavel. Ele lhe disse então que o companheiro do animal morto precisava de carinho, algo que eles não conseguiam entender, para que não morresse de desgosto. Como exemplo, pegou um pato no colo e o acariciou, mostrando o que fazer. O zan, em seu desconhecimento e ingenuidade, pegou a cascavel e esta, evidentemente, o mordeu e matou. Os zan vão embora e eles ficam sozinhos para reiniciar a raça humana.

 

OS HOMENS MOLECULARES (The Molecule Men, 1971)
Fred Hoyle e Geoffrey Hoyle.

 

HOMENS SEM MUNDO (No World of Their Own, 1955)
Poul Anderson.

 

MANTENHA SUA FORMA (Keep Your Shape, 1953)
Robert Sheckley.

                                                                                                                                                             (Capa: Ed Emshwiller).

Conto publicado originalmente na revista Galaxy Science Fiction. Em português, no livro Inalterado Por Mãos Humanas.
A vigésima expedição do planeta Grom chega à Terra para tentar conquistá-la, após 20 fracassos. Não sabem o que havia acontecido de errado. Os grom possuíam a capacidade de mudar suas formas como desejassem, mas devido a um rígido sistema de castas cada um adquiria a forma de seus antecessores familiares, por 50 mil anos, e qualquer tentativa de mudar de forma era considerada imoral e ilegal. Precisavam da Terra, pois enfrentavam um problema de superpopulação e rebeliões de castas inferiores que desejavam alterar suas formas livremente. O piloto, da casta superior, e dois da casta inferior, precisam assumir formas terrestres para entrar numa usina atômica. Um deles acaba se transformando num carvalho e resolve desistir da invasão, assumindo a forma ideal para poder pensar, que é o que sempre desejou fazer. O outro se transforma num cachorro e foge dali para poder caçar livremente, que é o que sempre quis fazer. O piloto, ao assumir a forma de um pássaro, percebe que os outros tinham razão e que a Terra oferece possibilidades enormes para assumir formas. Ele consegue fazer o que todo piloto sempre quis: voar por si mesmo. As outras expedições fracassaram pelos mesmos motivos. Os grom descobrem que o planeta possibilita a liberdade de formas e que a invasão jamais será bem sucedida.

 

OS INVASORES DE CORPOS (Invasion of the Body Snatchers, 1955)
Jack Finney.

 

VAMPIROS DE ALMAS (Invasion of the Body Snatchers, 1956)
(ver a matéria Cidades Dominadas)

 

OS MANIPULADORES (The Puppet Masters, 1951)
Robert A. Heinlein.

 

SOB O DOMÍNIO DOS ALIENS (The Puppet Masters, 1994)
Direção de Stuart Orme.

(Hollywood Pictures).

Baseado no livro Os Manipuladores, de Robert A. Heinlein. Invasores alienígenas com forma de lesmas controlam as pessoas por meio do seu sistema nervoso, e preparam o controle total do planeta. Donald Sutherland interpreta o sujeit oque descobre o que está acontecendo e combate a invasão. Bem fraquinho.

 

 

 

NULOS (Bow Dow To Null, 1960)
Brian W. Aldiss.

 

OFIÚCO, O AVISO (The Ophiuchi Hotline, 1977)
John Varley.

 

A PEGADA (Footfall, 1985)
Larry Niven e Jerry Pournelle.

 

O PRIMEIRO RULL (The First Rull, 1978)
A.E. Van Vogt.

(Capa: Jordi Penalva/ DAW Books).

Conto publicado no livro Pêndulo. Os Rull são alienígenas que são hostis a qualquer tipo de vida inteligente, e que primeiro apareceram no livro A Guerra Contra o Rull (1959). Nessa história, eles estão pretendendo instalar-se numa região do espaço onde os terrestres começavam a atuar, e se surpreenderam com a presença humana.
Os terrestres encontram uma “jangada antigravidade” dos Rull e a levam até a Terra, mas os Rull conseguem seguir a pista e enviam vários dos seus para estudar os seres humanos.
O conto segue as atividades de um deles, que se infiltra num campus universitário, assumindo a identidade e a aparência de um estudante que ele matara e comera. O rull tem dificuldades em interpretar os motivos e ações dos terrestres. O ato de comer a vítima e assumir sua forma parece que lhe propicia também alguns dos conhecimentos prévios da vítima. A “jangada” está na universidade para ser estudada, mas o rull consegue reavê-la e partir, iludindo os terrestres que não têm qualquer ideia à respeito de sua existência. Ou de que eles voltarão para conquistar o planeta.

 

PARA ALÉM DO INFINITO (Beyond Infinity, 1937)
Chan Corbett.

(Capa: Howard V. Brown).

Corbett é o pseudônimo de Nat Schachner, em conto publicado na coletânea Pesadelo Galáctico e, originalmente, publicado na revista Astounding Stories.
Num futuro indeterminado, a Terra começa a sofrer com sucessivas ondas de invasões alienígenas. Combate as duas primeiras com sucesso, ainda que às custas de muitas perdas humanas. Mas a terceira, representada por uma raça muito mais adiantada do que a nossa, é impossível de ser contida, e a humanidade se vê sitiada em refúgios subterrâneos e sendo lentamente dizimada.
Os cientistas descobrem que as raças alienígenas chegam à Terra fugindo de alguma coisa que se espalha pelo universo, devorando as demais raças. O perigo é, na verdade, o próprio fim do universo, que se expande em todas as direções. Um cientista consegue descobrir como pode levar os últimos seres humanos para um “não espaço”, onde eles continuarão a viver como entidades mentais, sem corpos. Mas uma vez nesse espaço, os demais seres humanos resistem à ideia de viverem sem corpos, anseiam pela matéria que naquele local não existe, e isso faz com que unam suas mentes para criar um novo universo. E, assim, dão início à vida material, mais uma vez.

 

OS POSSESSORES (The Possessors, 1965)
John Christopher.

 

A REVOLTA DAS MÁQUINAS (Skirmish, 1950)
Clifford D. Simak.

(Capa: James B. Settles).

Conto publicado no livro A Revolta das Máquinas. É uma variação do conto Bathe Your Bearings in Blood, originalmente publicado na revista Amazing Stories.
O personagem central é um jornalista que começa a se surpreender logo pela manhã, quando percebe que foi despertado uma hora antes do tempo. Ao chegar à redação do jornal, encontra um estranho ser metálico que lhe causa medo, apesar de não poder vê-lo perfeitamente. Simak começa a construir um clima de terror e paranoia com as máquinas tomando decisões por si mesmas, e a própria máquina de escrever do jornalista se comunica com ele, dizendo que “eles” planejaram o que está acontecendo, ou seja, que as máquinas estão adquirindo consciência e tornando-se entidades livres. Ele fica sabendo que “eles” não são da Terra, e são como o ser que ele vira na redação, uma espécie de rato metálico, capazes de dar consciência às máquinas.
O jornalista foi escolhido para o contato, como um “ser humano médio”, um teste para que os invasores verificassem o tipo de oposição que poderiam encontrar dos demais humanos do planeta.
O conto não apresenta a visão dos aliens que Simak apresentou em histórias posteriores e, talvez, possa ser entendido mais como uma simbologia do seu posicionamento com relação à excessiva utilização que o homem faz das máquinas e da tecnologia, essa sim uma das marcas mais características de sua obra.

 

PASSAGEIROS (Passengers, 1968)
Robert Silverberg.

                                                                                                                                                                                               (Capa: Paul Lehr).

Conto publicado no livro Rumo à Estrela Negra, originalmente publicado na coletânea Orbit 4, editada por Damon Knight. O conto ganhou o Prêmio Nebula de 1969. A história se passa no então ano futuro de 1987, numa época em que seres desconhecidos chamados “Passageiros” vêm ocupando os corpos de seres humanos contra suas vontades. Eles ficam nos corpos por algum tempo, aparentemente apenas com o objetivo de se divertir e causar confusões. Quando abandonam os corpos, os humanos não guardam qualquer lembrança do que aconteceu durante aquele período.
Os eventos mudam radicalmente as relações sociais no planeta, com as pessoas temendo se relacionar mais seriamente porque podem ser “tomadas” a qualquer momento e levadas a praticar atos que, normalmente, não praticariam.
Trata-se de uma das invasões alienígenas mais assustadoras, exatamente porque os humanos não conseguem ter qualquer ideia sobre qual é o objetivo dos invasores, como detê-los ou se algum dia poderão retomar suas vidas.

 

SUPER-CÉREBRO (Supermind, 1977)
A.E. Van Vogt.

 

O TEMPO DO IMPOSSÍVEL (Ballroom of the Skies, 1952)
John D. MacDonald.

 

TERRARIUM (1996)
João Barreiros e Luís Filipe Silva.

 

A GUERRA DOS MUNDOS (War of the Worlds, 1953)
Direção de Byron Haskin.

(Paramount Pictures).

A Guerra dos Mundos, com produção de George Pal, é um dos marcos do cinema de FC e uma das mais bem trabalhadas invasões alienígenas à Terra em sua época. A história é bastante conhecida pelo imenso sucesso do livro de H.G. Wells. Um meteoro cai na Califórnia (no livro era em Londres) e logo percebe-se que não é um objeto comum. Na verdade, é a linha de frente de uma invasão marciana, e a nave começa sua destruição, enquanto o exército nada pode fazer. Posteriormente, centenas de naves surgem na Terra e iniciam uma destruição em massa, arrasando cidades inteiras, até serem destruídos por bactérias terrestres para as quais os marcianos não têm defesa. O artista plástico Chesley Bonestell foi o responsável pela criação visual dos planetas do sistema solar, mostrados no início do filme com a narração de Cedric Hardwicke, onde é explicado porque os marcianos escolheram a Terra para invadir. Excelente, com ótimos efeitos e um ritmo fantástico.

 

GUERRA DOS MUNDOS (War of the Worlds, 1988/ 1990)
Criação de Greg Strangis.

 

GUERRA DOS MUNDOS (War of the Worlds, 2005)
Direção de Steven Spielberg.

(Paramount Pictures/ DreamWorks/ Amblin Entertainment/ Cruise-Wagner Productions).

Refilmagem do clássico de 1953, baseado na obra também clássica de H.G. Wells. Os marcianos originais foram substituídos por... ninguém sabe muito bem o que; certamente alienígenas, mas não se sabe de onde. O visual, como não podia deixar de ser, é excepcional, mas o roteiro é bem inferior à história original, especialmente no chamado subplot, ou seja, a luta de Tom Cruise para ser um pai melhor. Também surge uma referência à AIDS, uma vez que os extraterrestres alimentam-se com o sangue humano e é isso que acaba com eles; na história original e no primeiro filme as bactérias terrestres é que matam os alienígenas. Também não se entende porque os ETs haviam mantido suas naves escondidas no fundo da terra por milhões de anos (e nenhuma jamais foi encontrada). Enfim, um filme com muito mais ação do que o original, como requer o atual cinema do gênero, mas com bem menos conteúdo.

 

VIOLENTAÇÃO CÓSMICA (The Cosmic Rape, 1958)
Theodore Sturgeon.

 

O DIA EM QUE O SOL DESAPARECEU (Wolfbane, 1959)
Frederik Pohl e C.M. Kornbluth.

 

O FREI NEGRO DA CHAMA (Black Friar of the Flame, 1942)
Isaac Asimov.

(Capa: Alexander Leydenfrost).

Conto publicado em O Futuro Começou. Originalmente, publicado na revista Planet Stories. Geralmente, além de ser considerado entre os piores contos de Asimov, também é visto como a primeira “história do futuro”, que originaria a série Fundação; é a primeira vez que o planeta Trantor é citado.
A história se passa num futuro longínquo em que os aliens reptilianos chamados lhasinu dominam a Terra e outros planetas de forma tirânica, enquanto grupos terrestres procuram libertar-se. É um momento da história em que a Terra, apesar de ser o berço da humanidade, já está esquecida pelos humanos que moram em mundos distantes.


 

OS FILHOS DE NOSSOS FILHOS (Our Children’s Children, 1974)
Clifford D. Simak.

 

CLOVERFIELD: MONSTRO (Cloverfield, 2008)
Direção de Matt Reeves.

(Paramount Pictures/ Bad Robot).

O premiadíssimo produtor da série Lost, J.J. Abrams, surgiu com a ideia de fazer um filme de “monstro americano” que rivalizasse com o eterno Godzilla dos japoneses, um ícone dos filmes do gênero. Para tanto, imaginou mostrar o monstro do ponto de vista dos personagens, tornando-o ainda maior e mais aterrorizante. O filme foi chamado de uma mistura de Godzilla com A Bruxa de Blair, mas certamente é bem mais do que isso. Pelo menos, o efeito obtido é superior à soma das partes. O que poderia ser um filme entediante, por ter sido inteiramente filmado com a câmera na mão – o que, em alguns casos, cria uma imensa dificuldade de leitura e cansa o espectador – se transformou num dos melhores filmes de monstros dos últimos tempos.
Alguns críticos não gostaram do fato de os primeiros 20 minutos só ter filmagens das pessoas conversando ou numa festa, antes que as coisas realmente ruins comecem a acontecer, mas esses 20 minutos foram fundamentais para estabelecer as relações entre os personagens e dar credibilidade a tudo o que acontece depois.
O monstro, gigantesco, ataca no centro de Nova York, vindo sabe-se lá de onde, destruindo tudo o que vê pela frente, comendo pessoas, despejando de seu interior criaturas menores que se espalham pela cidade. Um grupo de amigos tenta fugir de Manhattan, que já está condenada a ser destruída pelas Forças Armadas, pelo que se entende, com uma explosão nuclear. Nada é explicado sobre o monstro em si, a não ser uma filmagem que somente aparece ao final do filme, em que algo cai no oceano vindo do céu. Sensacional, aterrorizante, com efeitos especiais utilizados com precisão quase cirúrgica.

                                                                                                                                      (Paramount Pictures/ Bad Robot).

Uma sequência muito boa foi produzida como Rua Cloverfield, 10 (10 Cloverfield Lane, 2016), com direção de Dan Trachtenberg. Iinicialmente dá a impressão de se tratar de uma história sem conexão com a do primeiro filme. Apresenta a jovem Michelle (Mary Elizabeth Winstead) que é jogada para fora da estrada por um caminhão e fica inconsciente. Quando volta a si, ela está num quarto numa espécie de abrigo subterrâneo de Howard (John Goodman), que lhe diz que ninguém pode sair uma vez que o ar no exterior está contaminado. No abrigo também está Emmet (John Gallagher Jr.). As relações entre eles ficam tensas, com os dois jovens desconfiando que estão sendo enganados por Howard, e tentam escapar.
Ao final, apenas Michelle consegue sobreviver aos eventos catastróficos dentro do abrigo e, ao sair dali, percebe a presença de uma imensa nave extraterrestre que tenta dominá-la. Ela foge em um carro e, no rádio, ouve instruções a qualquer sobrevivente para se dirigir a Baton Rouge.
O terceiro filme da série foi lançado em 2018, O Paradoxo Cloverfield (The Cloverfield Paradox), com direção de Julius Onah e história relacionada a universos paralelos.

 

ZUMBIS DA ESTRATOSFERA (Zombies of the Stratosphere, 1952)
(ver a matéria As Histórias Mais Loucas e Sem Sentido da FC)

 

OS INVASORES DE MARTE (Invaders From Mars, 1953)
 

INVASORES DE MARTE (Invaders From Mars, 1986)
Direção de Tobe Hooper.

(Cannon Pictures).

Apesar de realizar um bom filme, Hooper não conseguiu sustentar o mesmo clima de suspense e pesadelo presentes no original de 1953, que já se tornou um clássico da FC. Os efeitos especiais e cenários são impecáveis. Um garoto vê uma nave espacial descer perto de sua casa, à noite. Pela manhã, seu pai vai investigar sua história, retornando completamente diferente. A partir daí, cada vez mais pessoas passam a agir de forma estranha e o garoto percebe que os humanos estão dominados pelos aliens. A história segue como uma verdadeira aventura juvenil, com o final tentando manter a incerteza quanto ao que realmente aconteceu. Alguns bons momentos, com várias homenagens ao diretor do primeiro filme, William Cameron Menzies.

 

INVASÃO DO MUNDO (Target Earth, 1954)
(ver a matéria Os Dominadores)

 

EMISSÁRIO DE OUTRO MUNDO (Not of This Earth, 1956)
Direção de Roger Corman.

Paul Birch, Beverly Garland e Morgan Jones (Los Altos Productions).

Outro de Corman, que foi refilmado em 1988 e 1995 com o mesmo título e com produção dele mesmo. Paul Birch é um alienígena vampiro vindo do planeta Davana em busca de sangue fresco para sua raça, em vias de extinção. Para tal, utiliza-se dos serviços da enfermeira Beverly Garland, uma das maiores heroínas da FC no cinema. O alien usa óculos escuros e, quando ele os tira, tomem cuidado. O sangue necessário é enviado à Davana por um transmissor de matéria, mas os planos do vampiro acabam falhando, é claro.
A versão de 1988, Vampiros das Estrelas, foi dirigida por Jim Wynorski e traz no elenco Traci Lords, na época uma das mais conhecidas estrelas do cinema pornô.
A versão de 1995, O Extraterrestre, foi dirigida por Terence H. Winkless e tem Michael York como o chefe dos alienígenas invasores.
Em 1997, a empresa de Roger Corman produziu mais uma versão da história com Contato Alien – A Experiência Final (Star Portal. Também com o título Not of This Earth II), com direção de John Purdy.

 

A INVASÃO DOS DISCOS-VOADORES (Earth Vs The Flying Saucers, 1956)
Direção de Fred F. Sears.

(Columbia Pictures Corporation).

A Terra é visitada por discos-voadores de um planeta moribundo. Eles pretendem ficar, na marra. As Forças Armadas dos EUA iniciam a guerra contra os invasores e são sistematicamente derrotadas. Em cima da hora, o cientista Hugh Marlowe consegue descobrir que os seres são sensíveis a ondas de alta frequência e, quando tudo parece perdido para o mundo, os aparelhos são construídos em larga escala e as naves começam a tombar por todos os lados. Produção que consegue reunir os principais clichês do gênero, inclusive no formato das naves invasoras, mas que tem a seu favor os efeitos especiais de Ray Harryhausen, muito bons e sustentando o clima adequado. A história foi adaptada por Curt Siodmak a partir do livro Flying Saucers From Outer Space, do pesquisador de UFOs Donald E. Keyhoe.

 

KRONOS, O MONSTRO DO ESPAÇO (Kronos, 1957)
(ver a matéria Os Dominadores)

 

QUATERMASS II (1955)
O segundo seriado da BBC com o personagem Quatermass.
O seriado originou o filme Usina de Monstros (Quatermass II, 1957. Também conhecido pelo título Enemy From Space), produção inglesa da Hammer com Brian Donlevy repetindo seu papel em Terror Que Mata (The Quatermass Xperiment, 1955) como o Professor Quatermass. Aqui ele combate um plano de invasão da Terra por aliens que se infiltram no governo britânico, capazes de se utilizar dos corpos humanos e controlar mentes. Muitos críticos acham essa a melhor das três adaptações para o cinema, mas ainda acho Uma Sepultura na Eternidade imbatível.
Em 1979, uma série com Quatermass foi produzida para a TV, em quatro episódios, Quatermass (ou The Quatermass Conclusion, ou ainda Quatermass IV). Ao contrário das produções anteriores, essa é simplesmente ridícula, com um enredo confuso. A Terra atravessa momentos difíceis, com jovens em transe dirigindo-se a antigos locais sagrados, como Stonehenge, onde são pulverizados por um raio vindo do espaço, enviado por aliens que se alimentam de seres humanos.

 

20 MILHÕES DE LÉGUAS DA TERRA (20 Million Miles to Earth, 1957)
Direção de Nathan Juran.

                                                                      (Morningside Productions/ Columbia Pictures).

Apesar de não ter sido muito bem recebido pela crítica e de conter certa dose de clichês, um filme delicioso, quando nada pelos efeitos especiais do mestre Ray Harryhausen. Uma nave espacial retorna de uma missão à Vênus, caindo perto da costa italiana. O único sobrevivente alerta quanto ao desaparecimento de uma caixa que trazia um espécime venusiano, que é encontrado por um garoto e levado a um zoológico local, onde cresce como um réptil pré-histórico, ou algo semelhante, e que leva o nome de Ymir. Escapa e dirige-se a Roma, causando a destruição costumeira, lutando contra um elefante e finalmente sendo destruído pelo exército quando escala o Coliseu.

 

A BOLHA ASSASSINA (The Blob, 1958)
Direção de Irvin S. Yeaworth Jr.

(Tonylyn Productions Inc./ Valley Forge Films/ Fairview Productions/ Paramount Pictures).

Um ser alienígena semelhante a uma geleia chega à Terra dentro de um meteoro e vai crescendo enquanto absorve os corpos humanos com os quais entra em contato. Steve McQueen, em início de carreira, é o líder do grupo de adolescentes que percebe o que está acontecendo e tenta avisar os habitantes da cidadezinha e a polícia. Somente conseguem paralizar o ser quando descobrem que ela, a bolha, não suporta o frio. Ao final, é enviada ao Ártico, onde deverá permanecer até que o gelo deixe de existir. Um dos filmes mais conhecidos da década, com uma canção muito conhecida de Burt Bacharach.
Em 1972, o filme Beware! The Blob (também conhecido como Son of Blob) foi dirigido por Larry Hagman, o famoso Major Nelson da série Jeannie É um Gênio. É uma espécie de sequência ao original, com o ser alienígena, A Bolha, sendo trazida por engano de seu descanso no Ártico, é descongelada e renicia seu ritual de engolir seres humanos.
Em 1988 surgiu uma refilmagem, A Bolha Assassina (The Blob), com direção de Chuck Russell. É um filme interessante e bem realizado, mais uma vez com produção de Jack Harris, responsável pelos dois anteriores. A diferença é que, aqui, não se trata de uma invasão alienígena, mas de um vírus criado por terrestres e que retorna ao planeta num satélite.

 

GUERRA DOS SATÉLITES (War of the Satellites, 1958)
Direção de Roger Corman.

(Allied Artists Pictures/ Santa Cruz Productions Inc.).

Mais uma vez Corman trabalhando com um orçamento mínimo, aproveitando a notícia ainda fresca do lançamento do sputnik soviético. Aqui não são os russos, mas as Nações Unidas que colocam uma nave em órbita. O problema é que seres alienígenas têm ideias diferentes no que diz respeito à exploração do espaço por uma raça tão irresponsável. Pelo que se vê hoje em dia, eles tinham realmente razão, mas isso não ajuda o filme, um dos piores de Corman.
 

 

O SUBMARINO ATÔMICO (The Atomic Submarine, 1959)
Direção de Spencer G. Bennett.

(Gorham Productions).

Mais uma invasão alienígena, agora na forma de um disco-voador que desce nas imediações do Polo Norte e que na verdade é um organismo vivo, com um monstro de um só olho no interior e intenções de conquistar o mundo. O disco é capaz de viajar embaixo da água e o submarino atômico do título é chamado para tentar salvar o mundo da ameaça.
 

 

O PRIMEIRO HOMEM NO ESPAÇO (First Man Into Space, 1959)
Direção de Robert Day.

                                                                                                                                                          (Amalgamated Productions/ MGM).

Também conhecido pelo título Satellite of Blood. Um astronauta retorna de um vôo através de uma poeira espacial e vem coberto por uma substância alienígena que o mata, mas que continua a utilizar seu cadáver, transformando-o numa espécie de vampiro.


 

MUNDOS EM GUERRA (Uchu Daisenso, 1959)
Direção de Ishiro Honda.

(Toho).

Filme da Toho, também conhecido pelos títulos Battle in Outer Space e The World of Space. Mais seres extraterrestres tentam destruir a Terra a partir de uma base instalada na Lua. Causam uma série de problemas, queimando Nova York, destruindo a Golden Gate de São Francisco. E duas naves são enviadas para combatê-los. Os efeitos especiais e a ação são típicos do cinema japonês de FC da época: às vezes sensacionais, outras vezes ridículos, e quase sempre beirando o surrealismo. Mas é sempre uma diversão, principalmente quando dirigido por Honda.

 

 

O TERROR VEM DO ESPAÇO (The Day of the Triffids, 1963)
Direção de Steve Sekely (não creditado, Freddie Francis).

(Allied Artists Pictures/ Security Pictures).

Também com o título O Terror Veio do Espaço. Baseado no livro O Dia das Trífides, de John Wyndham. Odiado por uns, idolatrado por outros, o filme mostra uma invasão alienígena. Uma chuva de meteoros torna toda a população da Terra cega, com exceção de alguns sortudos que não presenciaram o fenômeno. Juntamente com os meteoros chegam os esporos de plantas que se desenvolvem de forma fantástica e que possuem a capacidade de se locomoverem. Pretendem tomar conta do planeta e, para isso, precisam se livrar dos humanos, esses inúteis. Os afortunados que ainda enxergam combatem-nas como podem, até descobrirem que, além de serem atraídas pelo som, elas se dissolvem com o sal, sendo levadas ao mar e então liquidadas. Um filme interessante, com bons efeitos.
Em 1981 a história foi produzida para a TV pela BBC, numa minissérie em seis episódios com o título The Day of the Triffids, com direção de Ken Hannam.
Em 2009, a BBC produziu outra adaptação da história, apresentada em duas partes, com O Dia Final (The Day of the Triffids. No Brasil, em DVD da Paris Filmes), com criação de Richard Mewis e direção de Nick Copus.

 

THE EARTH DIES SCREAMING (1964)
(ver a matéria Os Dominadores)

 

ODISSEIA EXTRATERRESTRE (The Bubble, 1966)
(ver a matéria Cidades Dominadas)

 

A NOITE DOS ARREPIOS (Night of the Creeps, 1986)
Direção de Fred Dekker.

(TriStar Pictures/ Delphi V Productions).

Divertido e às vezes assustador filme sobre seres extraterrestres que chegam à Terra em 1959, um bom ano para invasões. Caem no planeta e penetram no corpo de um sujeito, que é encontrado morto e mantido congelado num laboratório de criogenia de uma universidade até os dias atuais. Dois estudantes, sem querer, abrem o local e descongelam o corpo, libertando as criaturas, que iniciam sua festa. Os nomes dos personagens são homenagens a diretores que trabalham no cinema de FC/Terror: Cameron, Cronenberg, Romero, Hooper, Landis, Miner. Além do clima de suspense, algumas boas piadas de humor negro.

 

PREDADOR (Predator, 1987)
Direção de John McTiernan.

                                                                                                                                                                                        (Twentieth Century Fox).

O predador é um alienígena caçador que resolve transformar uma selva da Terra em seu campo de caça; e ele gosta de seres humanos. É para lá que vão Arnold Schwarzenegger e um grupo de mercenários, contratados pelo governo norte-americano para uma missão de resgate. Além de detonarem o acampamento guerrilheiro, têm de enfrentar o ser violentíssimo que possui um sistema de defesa que o torna quase invisível. Os efeitos especiais mostrando a quase invisibilidade do alien são excelentes e a ação muito boa. Deu origem a outros filmes na série.

 

ELES VIVEM (They Live, 1988)
(ver a matéria Cidades Dominadas)

 

ENIGMA DO DESERTO (High Desert Kill, 1989)
Direção de Harry Falk.

(MCA Television/ Universal Television).

Feito para TV. Três amigos vão para o deserto caçar, encontram duas garotas acampadas e todos eles passam por experiências misteriosas. Seu comportamento vai se alterando; eles se transformam em seres violentos, depois voltam ao normal sem entender o que está acontecendo. A explicação só surge quando encontram uma velha habitação índia e se vêem cercados por um campo de força construído por um ser alienígena que realiza experiências com eles, como os humanos fazem com os ratos em laboratórios.


 

WITHOUT WARNING (Without Warning, 1994)
Direção de Robert Iscove.

(The Wolper Organization/ Mountain View Productions/ Warner Bros. Television).

Uma das boas produções de FC para TV, aproveitando a ideia da apresentação radiofônica de Orson Welles para Guerra dos Mundos. Na TV brasileira foi apresentado com o título em inglês, e não sei se teve reapresentação.
Inicia com a apresentação de um filme de suspense que é subitamente interrompido para um boletim especial sobre a queda de meteoros em vários pontos da Terra. A partir daí, inicia-se uma cobertura jornalística completa, com repórteres falando de diferentes locais e explicando o que está acontecendo.
A tensão cresce ainda mais quando se descobre que meteoros ainda maiores estão se aproximando do planeta. As autoridades pretendem destruí-los, pois são uma ameaça para a população, mas um cientista entende que os meteoros não caíram, mas aterrisaram no planeta, representando uma mensagem de seres extraterrestres.
O final inesperado deixa em aberto o que realmente deverá ocorrer com o planeta, ainda que tudo indique que uma destruição massiva está em curso, ainda que, aparentemente, toda a situação tenha se desenvolvido a partir de uma interpretação errônea por parte das autoridades terrestres sobre o que realmente estava acontecendo.
Excelente filme, com ritmo cativante e as reportagens realmente dando a sensação de realidade do que está sendo mostrado.

 

ELES, OS ALIENS (Them, 1996)
Direção de Bill L. Norton.
Feito para TV. Especialista em meteorologia presencia a chegada de aliens à Terra e sua vida muda. Ele descobre que os seres pretendem alterar o clima do planeta e utilizar humanos para sua sobrevivência, já que são incapazes de procriar e sua raça está morrendo. O terrestre forma um grupo de combate aos aliens e conta com a ajuda de um alien renegado.

 

SHIRLEY THOMPSON VERSUS THE ALIENS (1972)
Direção de Jim Sharman.

(Kolossal Piktures).

Produção australiana. O diretor Jim Sharman ficaria bastante conhecido após seu Rocky Horror Picture Show (1975). Na época, o cinema australiano não era muito conhecido, mas esse filme também acabou entrando para a lista dos cult. A história incrível diz respeito a uma estátua do duque de Edinburgo que é trazida à vida por alienígenas, para enviar sua mensagem à Terra. A história é contada por Shirley Thompson, recordando ao seu psiquiatra um encontro com os seres e seus problemas quando ninguém acredita nela. Ótimo título.

 

 

ESCRAVOS DA NOITE (Night Slaves, 1970)
Direção de Ted Post.

                                                                                                                                                                                        (Bing Crosby Productions).

Feito para TV. Extraterrestres descem numa pequena cidade dos EUA e hipnotizam seus habitantes, utilizando-os para realizar reparos em sua nave. James Franciscus não é hipnotizado porque possui uma placa de metal na cabeça e resolve atrapalhar os planos dos aliens, além de se apaixonar por uma de suas fêmeas.


 

O EXPRESSO DO HORROR (Pánico en el Transiberiano, 1972)
Direção de Eugenio Martin.

Christopher Lee, Silvia Tortosa e Peter Cushing (Granada Films/ Benmar Productions).

Também com o título Horror Express. Produção conjunta da Inglaterra e Espanha, com nada menos do que Christopher Lee e Peter Cushing juntos. Lee é um cientista retornando de expedição a China. Traz com ele um espécime que acredita seja o elo perdido na evolução humana. Viajam no expresso transiberiano, mas o corpo da criatura está habitado por uma força alienígena que drena a inteligência dos que estão à sua volta. Lee une-se a Cushing (raro no cinema) para tentar deter a criatura. Legalzinho.

 

FINAL FANTASY (Final Fantasy: The Spirits Within, 2001)
Direção de Hironobu Sakaguchi e Motonori Sakakibara.

(Chris Lee Productions/ Square Company/ Square USA).

Também com o título Fainaru Fantaji. Uma das mais famosas animações de sua época, com qualidade visual impressionante. Adaptação de um conhecido jogo para computador criado por Hironobu Sakaguchi. A história é situada no ano 2065, numa Nova York desabitada após uma invasão alienígena. Um grupo militar continua a combater os aliens que sugam a alma de tudo o que é vivo no planeta. Ainda que visualmente seja impressionante, a história é confusa e quase sempre desinteressante e sem ritmo.

 

 

IMPOSTOR (Impostor, 2001)
Direção de Gary Fleder.

Gary Sinise (Dimension Films/ Marty Katz Productions/ Mojo Films/ P.K. Pictures).

Filme baseado no conto "Impostor", de Philip K. Dick e, apesar de não ter feito sucesso, é acima da média das produções do gênero. A história se situa no ano de 2079, quando a Terra se encontra em guerra com uma raça alienígena, e o cientista Spencer Olham (Gary Sinise) desenvolve uma arma que supostamente poderá acabar com a guerra. Só que os alienígenas desenvolveram clones humanos utilizados como bombas, e o cientista é acusado de ser um espião dos aliens, passando a ser perseguido. Ele precisa provar sua inocência e ainda tentar salvar a humanidade.
Além do tema da perda da identidade, segue de perto um dos assuntos básicos do autor: a dificuldade em se identificar o original e a cópia, também explorado, por exemplo, em Blade Runner. Muito melhor do que se supunha pelas críticas, estranhamente nem chegou aos cinemas brasileiros, mas é um daqueles a que vale a pena assistir.
No Brasil, o conto foi publicado no livro Realidades Adaptadas (Ed. Aleph), e originalmente foi publicado na revista Astounding Science Fiction, em 1953. Também foi adaptado para a série de TV britânica Out of This World, em 1962.

 

SINAIS (Signs, 2002)
Direção de M. Night Shyamalan.

                                                      (Touchstone Pictures/ Blinding Edge Pictures/ The Kennedy-Marshall Company).

Esperava-se muito de Sinais, especialmente por ser tratar de Shyamalan, o mesmo dos excelentes Sexto Sentido e Corpo Fechado. No entanto, o filme é muito ruim, apesar de ter rendido muito nos cinemas e de apresentar alguns sustos. Trata o tema dos círculos nas plantações de uma forma exagerada, apresentando-os como sinais de uma invasão próxima dos extraterrestres. Mel Gibson é um pastor que começa a ter problemas com sua fé em Deus, ao mesmo tempo em que os misteriosos sinais aparecem em sua plantação.

 

A HORA DA ESCURIDÃO (The Darkest Hour, 2011)
Direção de Chris Gorak.

(Summit Entertainment/ Regency Enterprises/ Bazelevs Production/ The Jacobson Company).

Filme fraquinho mostrando uma invasão de alienígenas que se utilizam da energia elétrica para atacar a humanidade. Segue a tentativa de sobreviver de alguns jovens que se encontram em Moscou, enquanto os seres extraterrestres luminosos fazem seu estrago.


 

 

COWBOYS & ALIENS (Cowboys & Aliens, 2011)
Direção de Jon Favreau.

(Universal Pictures/ DreamWorks Pictures/ Reliance Entertainment/ Relativity Media).


Baseado na graphic novel com o mesmo título (2006), de Scott Michael Rosenberg, o filme tem seus defensores, mas não é nada demais, apesar de contar com a produção de Ron Howard e Steven Spielberg. Mostra o velho oeste, em 1873, quando uma nave alienígena começa a abduzir pessoas no Arizona, e os locais vão lutar contra os invasores, liderados por Daniel Craig.


 

 

VIDA (Life, 2017)
Direção de Daniel Espinosa.

                                                                                                  (Columbia Pictures/ Skydance Media).

O filme foi apresentado com certo estardalhaço, como se fosse um marco na FC. Mas não é. Repleta de clichês e personagens fracas, a história segue os eventos violentos à bordo da Estação Especial Internacional, quando os astronautas e cientistas recolhem uma sonda com uma amostra de vida de Marte. A amostra começa a se desenvolver em um ser inteligente que eventualmente se alimenta dos seres humanos, que lutam para tentar sobreviver. Um dos que consegue escapar numa nave de sobrevivência acaba por cair na Terra, levando com ele o ser que, certamente, irá ameaçar o planeta inteiro, quem sabe em “Vida 2 – A Destruição”, ou qualquer bobagem do gênero.

 

A 5ª ONDA (The 5th Wave, 2016)
Direção de J Blakeson.

(Columbia Pictures/ LStar Capital/ Material Pictures/ GK Films).

Filme baseado no livro de Rick Yancey, o primeiro de uma trilogia (A 5ª Onda; O Mar Infinito; A Última Estrela. No Brasil, pela Editora Fundamento). A quinta onda do título é o quinto ataque de seres extraterrestres à Terra. A primeira onda foi um pulso eletromagnético que acaba com a eletricidade no planeta, assim como toda tecnologia ligada ao seu uso. A segunda onda consistiu de manipulações geológicas que causam catástrofes em todo o planeta. A terceira onda consistiu de infectar os sobreviventes da humanidade com um vírus. A quarta onda representa uma ameaça interna, uma vez que se fica sabendo que nem todos os humanos são humanos, mas aliens que já estavam no planeta aguardando o momento do ataque. A quinta onda seria o ataque e destruição final do planeta. Um filme apenas mediano.

 

JORNADA NAS ESTRELAS – PRIMEIRO CONTATO (Star Trek: First Contact, 1996)
Direção de Jonathan Frakes.

(Paramount Pictures/ Digital Image Associates).


No oitavo filme da série Jornada nas Estrelas, a Terra é ameaçada quando os Borg viajam no tempo para o pasado com o objetivo de impedir os terrestres de encontarem outras raças alienígenas e também conquistar o planeta. A nave Enterprise, comandada por Jean Luc Picard (Patrick Stewart), também se desloca ao pasado para tentar impedir que os Borg prevaleçam.
Um dos melhores filmes da série, na estreia de Jonathan Frakes, que interpreta Riker, na direção, ainda que ele já viesse dirigindo episódios das séries Jornada nas Estrelas: A Nova Geração, Jornada nas Estrelas: Deep Space Nine e Jornada nas Estrelas: Voyager.

 

NACIONAL KID (Nashiyonaru Kido, 1060-1961)

Os incas venusianos em Nacional Kid (Toei).

Um dos seriados mais populares no Brasil nos anos 1960, ainda que nem tão popular no Japão. Algumas fontes citam Daiji Kazumine como o criador da série, enquanto outras citam Jusan Umino e ainda Minoru Kisegawa, Ichiro Miyagawa e Unno Juza.
Inicialmente, a série deveria se chamar Matsushita Kid, mas o patrocínio da National mudou o nome. O heroi National Kid é um ser que veio da galáxia de Andromeda para defender a Terra, assumindo a identidade secreta do professor Massao Hata (Ichiro Kojima). Os primeiros inimigos foram os incas venusianos, seguidos pelos seres abissais. Em Almanaque dos Seriados, Paulo Gustavo Pereira cita as temporadas em que o Nacional Kid enfrenta os Subterrâneos e a quarta, contra os Zarrocos, e eu juro que não me lembro desses nomes, ainda que me recorde do episódio em que o heroi finalmente revela sua identidade, ao final do seriado. Coisas da idade. A série foi lançada em DVD no Brasil.

 

CAPITÃO ESCARLATE E OS MYSTERONS (Captain Scarlet and the Mysterons, 1967-1968)
Criação de Gerry Anderson e Sylvia Anderson.

                                                                                                                                    (Century 21 Television/ ITC).

Uma de varias séries inglesas do casal Anderson com marionetes. Essa se passa no ano 2068, quando a Terra está em guerra com os aliens marcianos chamados Mysterons. O Capitão Escarlate faz parte de uma organização de defesa internacional e enfrenta as ameaças.
Gerry Anderson retornaria ao tema, desta vez com a ajuda de Christopher Burr, na série Terrahawks (1983-1986). Alienígenas capturam a base terrestre em Marte e ameaçam a Terra. A organização Terrahawks fica responsável pela defesa do planeta a partir de uma base secreta na América do Sul.
Ao contrário das séries anteriores, dessa vez Anderson preferiu utilizar a técnica que ele chamou de Supermacromation, utilizando bonecos movidos com a mão e não por fios, técnica semelhante à que Jim Henson usava para os Muppets.

 

COMANDO ESPACIAL (Space: Above and Beyond, 1995)
Crianção de Glen Morgan e James Wong.

(Village Roadshow Pictures/ Hard Eight Pictures/ 20th Century Fox Television).

Seriado com produção bem cuidada e cara que deveria durar cinco temporadas, mas foi cancelado após a primeira, devido a baixa audiência. No ano 2063, a Terra começou a colonizar outros planetas, deslocando-se pela galáxia utilizando “buracos de minhoca”. Mas uma raça alienígena surge e destroi algunas colônias terrestres, chegando então ao nosso sistema solar e ameaçando a Terra, que precisa ser defendida por jovens cadetes que servem numa base espacial.
Apesar do dinheiro gasto na produção, em particular nos efeitos visuais, o seriado não era mesmo grande coisa.

 

 

ANIMORPHS (Animorphs, 1998-2000)

(Angel-Brown Productions/ Scholastic Productions/ Protocol Entertainment).

A série é baseada nos livros escritos por K.A. Applegate (Katherine Applegate e Michael Grant), mais de 50 livros publicados entre 1996 e 2001. Narra a aventura de cinco jovens terrestres e um alienígena, e eles têm a capacidade de se transformar em qualquer animal que eles toquem. Assim, usam suas capacidades para combater seres alienígenas que estão tentando dominar a Terra, parasitas que vivem nos cérebros de outras espécies.

 

 

FIRST WAVE (First Wave, 1998-2001)
Criação de Chris Brancato.

(Sugar Entertainment Ltd./ Vidatron Entertainment/ Pearson Television International/ American Zoetrope/ Chum Television/ First Wave Productions).

O seriado teve uma recepção muito boa por parte da crítica. Foi pouco visto no Brasil, onde chegou no ano 2.000, apenas para os assinantes do DirectTV, no canal Infinito. Os destaques começam com a produção de Francis Ford Coppola e a criação de Brancato, um dos roteiristas de Arquivo X e de The Outer Limits. A primeira onda do título original é a primeira leva de alienígenas que chega à Terra, estudando o planeta e preparando a invasão. Quem tenta atrapalhar seus planos é Cade Foster (Sebastian Spence); ele descobre que as profecias de Nostradamus trazem, mais do que visões do futuro, instruções bastante precisas para combater esses extraterrestres, de modo que ele precisa decifrar as mensagens para saber que ação tomar em seguida. Ao mesmo tempo, ele é uma das 117 pessoas escolhidas pelos aliens para serem submetidas a testes.

 

THE TRIPODS (1984-1985)

(7 Network/ BBC/ Fremantle International Inc.).

Seriado com produção conjunta da Inglaterra e Austrália, baseado na série de livros The Tripods, de John Christopher. Mostra extraterrestres que dominam a Terra controlando a mente dos humanos acima da idade de 16 anos (nos livros, 14 anos). Assim, qualquer tentativa de combater os invasores tem de ser feita por jovens.


 

 

 

FALLING SKIES (Falling Skies, 2011-2015)
Criação de Robert Rodat.

(DreamWorks Television/ TNT Originals/ Invasion Productions).

Com produção executiva de Steven Spielberg, a série foi muito bem sucedida, ainda que a qualidade das histórias tenha caído bastante até a quinta e última temporada. A história começa logo após a Terra ser atacada violentamente por seres alienígenas, praticamente arrasando o planeta. Seis meses após a invasão, os sobreviventes abandonam as grandes cidades e se unem para tentar, de alguma forma, impor resistência. Assim, pessoas comuns são transformadas em soldados, sem qualquer opção a não ser lutar ou morrer.
Noah Wyle interpreta Tom Mason, um professor de História cuja esposa morreu no primeiro ataque alien e que teve capturado um de seus três filhos. Devido ao seu imenso conhecimento da história militar, ele se torna um dos líderes de um movimento de resistência que, entre outras coisas, tenta obter conhecimento a respeito dos extraterrestres. A seu lado está a atriz Moon Bloodgood, como Anne Glass, uma pediatra que ajuda a lidar com os traumas das crianças sobreviventes, apesar de ter perdido seu próprio filho no ataque alienígena.

 

UFO (UFO, 1970-1973)
Criação de Gerry Anderson e Sylvia Anderson.

(Century 21 Television/ ITC).

Para quem ainda não sabe, em 1980, foi criada a organização chamada SHADO – Supreme Headquarters Alien Defense Organization –, que tinha como missão proteger a Terra das ameaças vindas do espaço. Mais exatamente: alienígenas que queriam dominar o planeta, como sempre.
Essa era a base da série inglesa UFO, exibida em 26 episódios, entre 1970 e 1973; estranhamente, apenas os dois últimos episódios foram apresentados em 1973, com os demais em 1970 e 1971. Foi criada por Gerry e Sylvia Anderson, o casal mais conhecido por seus seriados com os marionetes, como Thunderbirds, Stingray e Fireball XL 5.
Os alienígenas tinham o costume de raptar – ou abduzir – seres humanos e utilizar seus corpos para seus próprios propósitos malévolos. Os terrestres tinham uma base na Lua, de onde partiam naves para interceptar naves aliens que tentassem penetrar na Terra, além de submarinos dos quais eram lançadas naves para atacar os OVNIs que conseguissem passar a primeira barreira de defesa, um satélite para detectar as naves invasoras e veículos terrestres fortemente armados, caso os OVNIs conseguissem descer no planeta.

 

TORCHWOOD (Torchwood, 2006–2011)
Criação de Russell T. Davies.
Spin-off da famosa série inglesa britânica Dr. Who, inclusive trazendo um dos personagens, o capitão Jack Harkness, um viajante do tempo do século 51 que acompanhou o doutor em várias aventuras. No século 21, ele está à frente das operações do Instituto Torchwood, que tem como missão investigar e lidar com quaisquer situações envolvendo atividade extraterrestre em nosso planeta, assim como tentar obter tecnologia alienígena.

 

ENIGMA DO ESPAÇO (The Astronaut’s Wife, 1999)
Direção de Rand Ravich.

Johnny Depp e Charlize Theron (New Line Cinema/ Mad Chance).

Uma invasão alienígena um pouco diferente das que o cinema estava apresentando na época. Dois astronautas em missão no espaço sofrem um problema e ficam fora do ar por dois minutos sem que a NASA possa identificar o que ocorreu nesse período. Quando eles voltam, estão um tanto diferentes. Um deles tem um derrame e morre, e sua esposa se suicida no velório. O sobrevivente (Johnny Depp) abandona a carreira e vai para Nova York com a esposa (Charlize Theron) trabalhar na construção de uma nova e sofisticada arma de guerra. A esposa, cada vez mais desconfiada do comportamento do marido, recebe uma informação de que ele teve um contato alienígena durante aqueles dois minutos. Ela descobre que está grávida de gêmeos. Alguns bons momentos, mas nada de excepcional.